
Rodrigo RangelColunas

Temendo agressões, Michelle pediu discrição a parentes na campanha
Nas casas de familiares da primeira-dama, nos arredores de Brasília, quase não há sinais da corrida presidencial
atualizado
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A reta final da campanha eleitoral foi de discrição quase absoluta para os parentes de Michelle Bolsonaro que vivem nos arredores de Brasília.
A maior parte da família da primeira-dama passou as últimas semanas alheia à disputa presidencial. Nas casas dos familiares dela, na região de Ceilândia, cidade-satélite do Distrito Federal, quase não há sinais de que está em curso uma eleição da qual Michelle é peça-chave, como um dos principais cabos eleitorais do marido.

A discrição é tanta que, segundo vizinhos, os parentes da primeira-dama não são vistos pedindo votos ou participando de eventos de campanha.
Na casa onde mora o pai de Michelle, o ex-motorista de ônibus Vicente de Paulo Reinaldo, não há bandeiras nem cartazes. A única evidência da preferência política de seu “Paulo Negão”, como ele costuma ser chamado por Bolsonaro, é um adesivo em um carro estacionado em frente ao imóvel no qual Eduardo Torres, irmão da primeira-dama e candidato a deputado distrital, aparece ao lado dela e do presidente.
O pai de Michelle e outros familiares também evitam entrevistas a todo custo. Nesta sexta-feira, ao ser abordado pela coluna, Vicente de Paulo nem sequer quis ouvir as perguntas.
Sob reserva, uma pessoa da família disse que o comportamento discreto se deve a um pedido feito pela própria Michelle, que segundo ela orientou os parentes a se manterem afastados da campanha. O motivo declarado: medo de agressões. A mesma familiar conta que a mãe da primeira-dama, Maria das Graças Firmo Ferreira, chegou até a pedir material de divulgação da candidatura de Bolsonaro para distribuir na vizinhança e entre os amigos, mas nunca foi atendida.
