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Rodrigo Rangel

Sob Bolsonaro, PF não vê ameaça concreta a Lula

Agentes da inteligência não mapearam risco de atentado. Isso não significa muito, porém. Entenda

31/12/2022 02:00, atualizado 31/12/2022 08:38
Breno Esaki/Especial Metrópoles
O presidente eleito Lula anuncia no CCBB os últimos dezesseis ministros para compor seu governo. Ele fala diante de um púlpito cercado de autoridades e políticos - Metrópoles

As equipes do setor de inteligência da Polícia Federal não identificaram nenhuma ameaça específica ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva desde a declaração do resultado final das eleições até agora.

Ainda sob o governo de Jair Bolsonaro, agentes da PF estavam encarregados de monitorar os riscos à segurança de Lula 24 horas por dia, em uma espécie de gabinete permanente de crise.

A tarefa começou ainda no período da campanha, quando a tarefa incluía os demais candidatos ao Planalto, e depois prosseguiu — só que voltada apenas para o vencedor.

Relatórios eram produzidos diariamente, mas nenhum deles apontou uma ameaça concreta a Lula, disseram à coluna fontes graduadas a par do assunto.

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O trabalho envolveu desde o acompanhamento aproximado de militantes opositores tidos como perigosos, por meio de técnicas clássicas de investigação, até o monitoramento de redes sociais e da chamada dark web, o submundo da internet.

Considerando a polarização reinante no país nos últimos tempos, é surpreendente que não tenha sido identificada nenhuma ameaça a Lula, mas isso não significa muita coisa.

Ao fazer o mesmo trabalho em 2018, a inteligência da PF mapeou quatro situações de risco ao petista Fernando Haddad e 19 ameaças a Jair Bolsonaro — nenhuma delas, porém, apontava para Adélio Bispo, o homem que esfaqueou Bolsonaro.

Sem entrar no mérito da qualidade do trabalho dos policiais, tidos como os melhores do país na área, convém manter o alerta.