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Rodrigo Rangel

Planalto tem mais uma pane na rede de computadores

Problema ocorre semanas depois de o setor de informática se mobilizar para formatar máquinas do palácio em razão de uma suposta ameaça

06/12/2022 02:00, atualizado 06/12/2022 10:10
Também eleito por voto Majoritário, o (a) presidente da República acumula as funções de chefe de Estado, chefe do Poder Executivo Federal e das Forças Armadas. No âmbito interno, tem o dever de apresentar plano de governo com programas prioritários, propostas de orçamento, projetos de lei de diretrizes orçamentárias e manter a integridade e a independência do país
Parte externa do Palacio do Planalto - Metrópoles

O Palácio do Planalto voltou a ter problemas na área de informática. Foi nesta segunda-feira, quando um sistema interno parou e os funcionários ficaram sem poder acessar a rede do governo federal que integra processos administrativos, ofícios e outros documentos.

A coluna teve acesso a um comunicado enviado aos servidores no qual a Secretaria Especial de Administração, vinculada à Secretaria-Geral da Presidência, dizia tratar-se de uma “instabilidade momentânea”.

Em nota, a própria Secretaria-Geral confirmou a queda da rede e disse que a causa foi “um problema de configuração em um dos servidores”.

A instabilidade, de acordo com a pasta, “afetou apenas os acessos feitos na rede interna da Presidência da República e foi completamente sanada por volta das 13 horas”. A nota garante que não houve “comprometimento de documentos, arquivos ou mensagens”.

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O Sistema Único Eletrônico em Rede, foco do problema, foi lançado pelo governo federal em 2020 para integrar documentos de todos os órgãos da administração direta e indireta, como ministérios, universidades e fundações. Até então, o fluxo não era completamente integrado.

É a segunda vez em menos de um mês que a rede da Presidência enfrenta intercorrências. Há algumas semanas, a coluna trouxe a notícia de que, em razão de uma suposta tentativa de roubo de dados, a coordenação da área de informática avisou que seria preciso formatar computadores – ou seja, apagar todo o seu conteúdo.

A situação, ocorrida logo após a derrota do presidente Jair Bolsonaro nas urnas, gerou em parte dos funcionários da área a suspeita de que poderia se tratar de um plano para apagar arquivos considerados sensíveis. O Ministério Püblico Federal abriu um procedimento para apurar o episódio.