Rodrigo Rangel

Espião russo vai deixar a prisão em Brasília

Inesperadamente, a Justiça decidiu reduzir a pena à qual ele havia sido condenado. Autoridades se preocupam com operação de resgate

atualizado

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Espião O russo Sergey Cherkasov, preso no Brasil, é investigado por espionagem
1 de 1 Espião O russo Sergey Cherkasov, preso no Brasil, é investigado por espionagem - Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, com sede em São Paulo, decidiu reduzir a pena do espião russo Sergey Cherkasov e, com isso, ele pode ganhar liberdade nos próximos dias.

A decisão foi tomada nesta semana pela Quinta Turma da Corte. Cherkasov havia sido condenado em primeira instância a pouco mais de 15 anos de prisão por uso de documento falso. O tribunal, porém, reduziu a pena para cinco anos e dois meses, permitindo que ela seja cumprida inicialmente em regime semiaberto.

A decisão se dá em meio a uma queda de braço entre os governos da Rússia e dos Estados Unidos, que queriam a extradição do espião. O pedido dos Estados Unidos foi recusado sumariamente pelo governo Lula, conforme a coluna informou nesta quarta.

Para integrantes do governo brasileiro, colocar Cherkasov no regime semiaberto será o mesmo que abrir caminho para que ele retorne à Rússia. É que, muito provavelmente, o serviço secreto de Moscou montará uma operação para resgatá-lo, sob absoluto sigilo, e levá-lo de volta para casa. Hoje, Cherkasov está preso numa ala especial da penitenciária de segurança máxima de Brasília.

A sentença por uso de documento falso havia sido proferida pela Justiça Federal em Guarulhos. Cherkasov ainda é alvo de outra investigação, por lavagem de dinheiro, que por sinal deverá desmontar o argumento usado pela Rússia para pedir sua extradição — em uma jogada habitual nos casos em que seus agentes são detidos em ação no exterior, Moscou alega que ele é um criminoso comum já condenado em território russo.

Desde a prisão de Cherkasov, o caso tem sido tratado com máximo cuidado pelos órgãos do governo brasileiro, entre eles PF, Abin e Itamaraty e a própria Presidência da República, por seu potencial de se transformar em uma crise diplomática.

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