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Tapa no sexo: pode ou não pode? Especialista dá dicas para a prática
Muitas pessoas sentem prazer com o tapa durante o ato sexual, mas uma expert acrescenta que é essencial manter o diálogo e o consentimento
atualizado
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Já ouviu aquela frase “um tapinha não dói” ou curte uma pegada mais intensa na hora do sexo? Fetiches que incluem um tapa na bunda ou algo mais intenso fazem sucesso. Quando se tem desejo, todos os sentidos podem ser vias poderosas de prazer — no entanto, cada pessoa manifesta um tipo de curiosidade corporal.
A Pouca Vergonha vai dar dicas de como encaminhar as conversas na hora de pedir por um sexo mais selvagem. Antes, é preciso ressaltar que tudo precisa ter como pilares uma comunicação clara, respeito e consentimento.
A especialista em sexualidade Marina Rotty comenta que uma das atitudes mais importantes é definir uma palavra de segurança. Ela reforça que o ideal é ser um termo fora do contexto sexual, que deve ser usado quando algum limite for ultrapassado.
“Combine a palavra de segurança antes de iniciar a interação. Esteja certo de que a parceira consentiu com os jogos. Se tudo estiver ok, relaxe e aproveite”, sugere Marina.
Antes do “tapa”, conversa com a parceria
A chave para qualquer experiência sexual é a comunicação, somada a boas doses de honestidade. Quando você quer dar uns tapas (ou levar), conversar antes é essencial. “É preciso falar claramente para evitar mal-entendidos”, lembra a sexóloga.
Vale, ainda, deixar claro a intensidade do tapa e os locais permitidos. “Lembro do caso de uma amiga que pediu um tapa imaginando que ganharia na bunda, e acabou recebendo um tapa na cara”, conta a especialista.
O tapa na bunda é mais comum e, por isso, há quem ache que não precisa ser discutido. No entanto, é válido, sim, deixar isso acordado. O tapa na cara, por sua vez, é mais frequente em casais e parceiros adeptos do BDSM, sigla que denomina um conjunto de práticas sexuais envolvendo bondage e disciplina, dominação, submissão e sadomasoquismo.
Mesmo nesses casos, existe uma máxima que norteia os praticantes: todo jogo deve ser “são, seguro e consensual”.
Termos do sexo mais “selvagem”
Spanking: atividade que pode ser feita antes ou durante o sexo, em que a pessoa parceira bate em outra;
Choking: ou enforcamento, é uma atividade em que uma pessoa priva a outra da respiração durante um curto período;
Self-spanking: é a atividade em que uma pessoa se bate em alguma região do corpo;
Role-play: é quando a atuação ou a imposição de um certo cenário é utilizado durante a atividade sexual;
Safeword: ou palavra segura, é quando os envolvidos decidem uma palavra que determina o fim da atividade sexual.
Posições
Além de toda a dinâmica, há posições sexuais que ajudam a dar o clima para os dominantes e submissos. Veja!




















