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Solteiros estão menos satisfeitos com a vida sexual, aponta pesquisa

Uma pesquisa avaliou, em todo o mundo, a vida sexual dos solteiros e comprometidos — os resultados surpreenderam

atualizado

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Você se sente sexualmente satisfeito? Uma pesquisa mostrou que solteiros ao redor do mundo estão menos satisfeitos com a vida sexual que os casados ou pessoas em um relacionamento. No Brasil, 81% dos comprometidos demonstram satisfação com o “rala e rola”, em contraste com apenas 50% dos solteiros que declaram estar contentes com essa esfera da vida.

Uma pesquisa realizada pelo Ipsos em 30 países com 23.765 entrevistados, sendo mil brasileiros, avaliou que a vida sexual dos solteiros não está recheada de sexo casual alucinante como algumas pessoas poderiam pensar. Para chegar aos resultados, foram ouvidas pessoas com idades entre 18 anos e 74 anos.

Uma pesquisa realizada pelo Ipsos em 30 países com 23.765 entrevistados, sendo mil brasileiros, avaliou que a vida sexual dos solteiros não está recheada de sexo casual alucinante como algumas pessoas poderiam pensar

No extremo oposto, a Espanha se destaca como o país onde os solteiros estão mais satisfeitos (83%), apresentando um número de satisfação bem próximo ao das pessoas em relacionamento (85%).

A psicóloga e sexóloga Karina Brum aponta que a satisfação sexual é um conceito que envolve muito mais do que apenas o prazer físico. “O termo abraça o grau de contentamento que uma pessoa sente em relação à vida sexual, incluindo aspectos emocionais, físicos, psicológicos e sociais que toda vivência sexual proporciona.”

Mas, como alcançar a satisfação sexual? Existe alguma fórmula? Na visão da especialista, o caminho é a empatia. “É fundamental entender que o princípio basal dessa busca exige que ambas as partes se importem com os afetos envolvidos. Isso inclui reciprocidade e empatia no campo do desejo, do respeito humano e das interações sexuais.”

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Se sentir amado(a)

Intitulada Love Life Satisfaction (Satisfação com a vida amorosa, em português), a pesquisa destacou também que embora os brasileiros estejam se sentindo mais amados em comparação com o resultado de 2024, o Brasil é o país que está mais abaixo na comparação com os demais latino-americanos, que ocupam o topo da lista.

Entre os que mais se sentem amados, na América Latina, a Colômbia figura em primeiro lugar mundial, acompanhada por países latino-americanos como México (3º lugar), Chile (6º lugar), Peru (8º lugar) e Argentina (10º lugar). No índice que vai de 0 a 100, o Brasil pontuou com 71.

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Além disso, no contexto “se sentir amado”, 43% dizem estar “muito satisfeitos”, frente a 20% somados os “não muito satisfeitos” e os “decepcionados”. Já quanto à “vida romântica/vida sexual“, 35% dos brasileiros garantem estar “muito satisfeitos” (a média mundial é 28%), enquanto 32% não estão tão felizes sobre essa área.

Dinheiro atrai felicidade amorosa?

A pesquisa também aponta que aqueles com renda mais alta têm mais probabilidade de se sentirem amados e mais felizes com suas vidas românticas/sexuais.

Mais de 80% dos assalariados de alta renda em 30 países dizem que estão satisfeitos com o amor, índice superior em comparação com 76% dos assalariados de renda média e 69% dos assalariados de renda baixa que alegam contentamento com esse aspecto de suas vidas.

A pesquisa revela que 67% das pessoas com renda alta estão satisfeitas com sua vida sexual, em comparação com apenas 51% dos assalariados de renda baixa

Os resultados são similares quando se trata da vida romântica/sexual. A pesquisa revela que 67% das pessoas com renda alta estão satisfeitas com sua vida sexual, em comparação com apenas 51% dos assalariados de renda baixa.

Karina Brum acredita que, na atual realidade, as pessoas se condicionam a exigir do outro estabilidade financeira e emocional. “Atualmente, as pessoas estão se conscientizando de que ter o mínimo já não basta, já não é suficiente, muito menos saudável. É prazeroso e libertador, poder organizar viagens ou eventos, sem ter que pensar no dia de amanhã ou sem ter que ‘sortear’ qual boleto será pago no dia seguinte.”

“O que precisamos de fato entender é que qualquer relação precisa de nutrição e disponibilidade afetiva. O dinheiro certamente proporcionará memórias incríveis, viagens inesquecíveis e momentos íntimos fabulosos. Tudo isso sem ter tempo de qualidade, sem ter a troca autêntica de afetos ou carinho ou sem ter espaço seguro para poder dialogar, transformará essas relações em ‘transações’, ou seja, reproduziremos o antigo formato romântico da era medieval”, acrescenta.

A profissional deixa, por fim, uma sugestão: “Alie uma vivência amorosa confortável dentro da realidade possível, explorando a capacidade de cuidar, respeitar e nutrir os relacionamentos.”

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