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Recaída de Lucas Guimarães e Carlinhos: sexóloga analisa os riscos
Após o influenciador confirmar reencontros íntimos e recaídas com o ex, especialista explica por que o cérebro busca conforto no passado
atualizado
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O fim de um relacionamento de 15 anos raramente representa um corte definitivo, e a dinâmica entre Lucas Guimarães e Carlinhos Maia ilustra bem essa complexidade. Recentemente, Lucas confirmou publicamente que o ex-casal teve recaídas amorosas, descrevendo o momento como uma prova de “maturidade”. Entre confissões de saudade e o cancelamento de viagens por falta do parceiro, os influenciadores decidiram manter um vínculo de intimidade, mesmo após a separação oficial anunciada em 2025.
Entenda a dinâmica do ex-casal em 4 pontos:
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Confissão de recaída: Lucas admitiu abertamente o envolvimento sexual e a falta que sente de dormir com o ex-marido.
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Acordo de silêncio: para evitar conflitos, os dois combinaram de não questionar com quem o outro está saindo ou conversando.
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Memória seletiva: Carlinhos descreveu a relação como “doida”, mas ressaltou que a figura do ex ainda é “muito familiar”.
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Maturidade vs. vínculo: enquanto eles veem a situação como amadurecimento, o público questiona se o ciclo de luto foi concluído.
A visão da especialista: a ciência por trás da recaída
Para a sexóloga Alessandra Araújo, o movimento de Lucas e Carlinhos é um dos comportamentos humanos mais comuns. “Não é apenas uma fraqueza; existe uma engrenagem biológica pesada por trás disso”, explica. Abaixo, ela analisa os mecanismos que sustentam essas idas e vindas:
1. O “cérebro em abstinência”
A neurociência compara o fim de um namoro ao abandono de um vício. “Quando você termina, seu cérebro entra em privação de dopamina e ocitocina. A recaída funciona como uma ‘dose’ para aliviar a dor. Muitas vezes, você não volta pelo amor, mas para estancar o desconforto químico da falta”, pontua a sexóloga.
2. O viés da memória seletiva
Alessandra alerta para o Fading Affect Bias, que faz a mente “apagar” as brigas e focar no sexo bom ou nas risadas. “O perigo é voltar para uma versão fantasiada da pessoa, e não para o parceiro real que causou o término. Isso cria uma falsa sensação de que tudo mudou.”
3. A cilada do reforço intermitente
O carinho dado em doses incertas é viciante. “Se a pessoa te dá atenção às vezes e te ignora em outras, seu cérebro fica tentando prever a próxima recompensa. Isso mantém o indivíduo preso em um ciclo de esperança, achando que ‘desta vez será diferente’, mesmo que o padrão seja o mesmo.”
4. Interrupção do luto e autoestima
Segundo a especialista, a recaída interrompe a cicatrização emocional. “Cada vez que você volta para algo que terminou, dá um ‘pause’ no seu crescimento. Além disso, enquanto você ocupa o espaço mental com um ex, não sobra lugar para alguém novo e mais compatível entrar na sua vida”, finaliza Alessandra.
Quando a recaída funciona?
De acordo com a sexóloga, o retorno só é viável após um tempo significativo de separação real, terapia para ambos e se o motivo do término foi algo externo (como distância), e não falta de caráter ou desamor.
























