Quimioterapia: médico explica se é preciso evitar sexo durante o tratamento
Com os efeitos da quimioterapia, algumas pessoas têm receio de fazer sexo. Tratamento, porém, não exige abstinência sexual obrigatoriamente

A luta contra um câncer pode impactar a vida dos pacientes de diferentes formas. Além dos sintomas físicos e psicológicos causados pela doença, os efeitos colaterais de tratamentos como a quimioterapia podem gerar algumas inseguranças com a vida sexual.
Embora seja natural que algumas pessoas tenham receio de manter a prática durante o uso das medicações, vale ressaltar que, de forma geral, não existe um período de abstinência obrigatório.

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Ao Metrópoles, o médico oncologista Diego Machado afirma que não há uma quantidade de dias, uma data específica ou um tempo mínimo de espera.
“Como cada paciente é único e reage de forma muito particular, a avaliação deve ser sempre individualizada. O momento certo para o retorno é definido pelo próprio corpo e pela intensidade do tratamento que está sendo realizado”, explica.
Segundo o especialista, quando houver um período de receio, alguns sinais podem indicar que a pessoa está física e emocionalmente pronta para retomar a intimidade.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloSão eles:
- Retorno da energia no dia a dia.
- Controle de sintomas agudos, como náuseas e dores.
- Despertar espontâneo do desejo
“A regra de ouro é ouvir o corpo. Se há disposição e conforto físico, a atividade sexual pode ser retomada, sempre em sintonia com as orientações da sua equipe médica”, orienta.

E o preservativo?
Acerca do preservativo, Diego ressalta que seu uso deve ser encarado com tranquilidade e precaução — e não pânico. Durante a quimioterapia, os resíduos dos medicamentos são eliminados pelo corpo e podem estar presentes no sêmen e nas secreções vaginais.
A recomendação, portanto, é usar a camisinha por um período de 48 horas a sete dias após cada sessão.
“Além de proteger o parceiro, o uso do preservativo cumpre dois papéis vitais para o paciente. Primeiro, funciona como um escudo contra infecções. Segundo, garante uma contracepção segura. Como os quimioterápicos podem causar graves malformações no feto, evitar a gravidez durante o tratamento é essencial”, enfatiza.

Vale ressaltar
Por último, o oncologista chama atenção para o período em que a quimioterapia deixa as células de defesa e de coagulação em seu nível mais baixo.
“Se a imunidade cai muito, o atrito natural do sexo pode causar microfissuras, que servem de porta de entrada para infecções. Se as plaquetas caem, há risco de sangramentos e hematomas. No entanto, a avaliação deve ser sempre clínica e individualizada. A liberação não depende apenas de olhar números no hemograma, mas de avaliar o paciente como um todo”, conclui.















