Pouca vergonha

Orgasmo noturno: por que seu corpo chega ao clímax enquanto você dorme

Sexóloga Tamara Zanotelli explica o que acontece no corpo e no cérebro durante o orgasmo no sono e por que ele acontece

atualizado

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Mulher se espreguiçando em cama com lençóis brancos - Dormir bem resolve tudo? Saiba o que o sono faz e não faz por você - Metrópoles - noite de sono
1 de 1 Mulher se espreguiçando em cama com lençóis brancos - Dormir bem resolve tudo? Saiba o que o sono faz e não faz por você - Metrópoles - noite de sono - Foto: Maria Korneeva/ Getty Images

Se você já acordou no meio da noite depois de um orgasmo, saiba que está longe de ser uma exceção. Uma pesquisa interna do Sexlog, com mais de cinco mil participantes, mostrou que 74% já tiveram um orgasmo dormindo. Ou seja, três em cada quatro pessoas já passaram por isso pelo menos uma vez.

A sexóloga Tamara Zanotelli explica que tudo começa no cérebro, especialmente durante a fase REM — quando os sonhos ficam mais vívidos. É nesse momento que regiões associadas ao prazer como amígdala e hipotálamo, entram em atividade intensa.

“Quando essa ativação se une às respostas automáticas do corpo, cria-se o cenário perfeito para um orgasmo espontâneo, mesmo sem toque”, afirma.
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Uma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
O prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
É possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança
O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
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No sexo, tudo é liberado desde que com total consentimento de todos os envolvidos e segurança

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O corpo entra em modo de excitação

No sono REM, o organismo aumenta a ação parassimpática, promovendo vasodilatação genital. Isso significa:

  • Ereções espontâneas nos homens
  • Maior fluxo sanguíneo e sensibilidade no clitóris nas mulheres

Somado à liberação de neurotransmissores ligados ao prazer, o corpo pode atingir o clímax de forma totalmente automática. Reflexos da medula também desempenham um papel importante, permitindo que o orgasmo aconteça sem participação consciente.

Imagem em close das mãos de uma mulher segurando os lençóis, enquanto ela expressa prazer durante o orgasmo
Julho é considerado o Mês do Orgasmo

Pode ser até mais intenso

Tamara destaca que o orgasmo noturno pode ser tão forte quanto — ou até mais — que o vivido acordado. O corpo relaxado e a mente livre de autocensura criam um ambiente propício para sensações intensas. Como a consciência nem sempre registra tudo, a lembrança pode vir fragmentada, mas o processo fisiológico é completo.

O que influencia os sonhos eróticos

Segundo a sexóloga, vários fatores podem estimular esse tipo de sonho:

  • Hormônios
  • Nível de desejo sexual
  • Estresse
  • Qualidade do sono
  • Rotina
  • Consumo de conteúdos eróticos

Pessoas com imaginação ativa ou mais conectadas à própria sexualidade tendem a ter sonhos sexuais com maior frequência. Alguns medicamentos e condições também podem intensificar o fenômeno.

O orgasmo é um fenômeno subjetivo, com experiências variando de pessoa para pessoa

Desejos reprimidos ou pura atividade cerebral?

A interpretação varia. Tamara explica que existem duas correntes:

  • Freudiana: sonhos revelam desejos escondidos
  • Neurocientífica: muitos sonhos são apenas descargas elétricas sem significado profundo

Para ela, a realidade está no meio-termo: alguns sonhos trazem sinais da vida desejante, outros são apenas construções aleatórias da imaginação.

Experiências diversas, sem regras

Entre os relatos da pesquisa do Sexlog, há quem viva orgasmos noturnos desde a adolescência e quem só tenha percebido o fenômeno depois dos 30 ou 40 anos. Para alguns, a sensação é cinematográfica; para outros, intensa a ponto de superar o orgasmo desperto.

 

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