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O que é a hipergamia, retratada no filme Amores Materialistas
A hipergamia é uma prática de relacionamento em que alguém se sente atraído por um parceiro de nível socioeconômico superior ao dele
atualizado
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Do casal Carrie Bradshaw e Big, de Sex and The City, até o novo filme Amores Materialistas, o conceito de casamento “para subir de vida” não é novidade. O termo usado para quem se envolve com alguém buscando ganhos financeiros é hipergamia. A palavra, inclusive, ficou em alta no TikTok, e costuma ser acompanhada de dicas para encontrar um parceiro rico.
A terapeuta sexual Thais Plaza aponta que a hipergamia é, basicamente, quando alguém procura se relacionar com outra pessoa que tem um “status” mais alto — financeiro ou de poder, influência ou até mesmo escolaridade.

“No filme Amores Materialistas, isso fica bem nítido. Tem personagens que claramente escolhem com quem ficar pensando em conforto, luxo e segurança financeira. É tipo: ‘Já que é para amar, que seja num iate’”, comenta a terapeuta sexual do Gleeden no Brasil.
A trama é escrita e dirigida pela cineasta indicada ao Oscar Celine Song, e tem como protagonista a casamenteira Lucy (Dakota Johnson), , que conhece o homem dos seus sonhos, Harry (Pedro Pascal) e, ao mesmo tempo, reencontra um antigo amor, John (Chris Evans).
Todo o enredo é vivido em torno da profissão de Lucy, que é casamenteira e, por isso, entende as características essenciais que seus clientes buscam em alguém para se relacionar, na tentativa de proporcionar um match ideal.
Em um momento crucial do filme, Lucy expressa claramente suas intenções a Harry e afirma que busca um homem rico. Essa preferência não é só dela: no Brasil, uma pesquisa realizada em 2025 pelo site de relacionamento MeuPatrocínio, em parceria com o Instituto QualiBest, mostrou que 37% das jovens brasileiras têm algum nível de interesse na hipergamia.
Embora casamentos arranjados não sejam tão comuns na sociedade ocidental, a hipergamia é muito recorrente. Na verdade, existem muitos casais de celebridades por aí que são hipergâmicos, como Donald e Melania Trump ou David Geffen e David Armatrong.
Thais, por fim, aponta que existe uma questão prática. “Tem gente que vê isso como um tipo de troca justa — um oferece estabilidade, o outro companhia, beleza, presença. Está tudo acordado, ninguém é enganado… Então, será que isso é menos genuíno do que um amor cheio de juras que termina em sofrimento?”, pondera.






















