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Gemer ajuda a atingir o orgasmo? Entenda a relação entre som e prazer
Fatores físicos e psicológicos explicam o fato de algumas pessoas sentirem mais prazer ao gemer durante o sexo
atualizado
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Gemer durante o sexo é algo natural e, em alguns casos, também performático. Tem gente que faz sons mais altos, enquanto outras pessoas soltam apenas murmúrios. Isso acontece porque o corpo está reagindo ao prazer e à excitação do momento. Em alguns casos, vocalizar pode até ajudar a atingir o orgasmo.
Ao Metrópoles, a terapeuta sexual Thaís Plaza explica que o som, por si só, não causa o orgasmo diretamente. Mas quando há vocalização (abrir a boca, relaxar e respirar de forma mais livre), o corpo tende a entrar em um estado maior de entrega, e, consequentemente, excitação.
“Até dentro das próprias abordagens tântricas, existe a ideia de que prender sons e movimentos pode aumentar a tensão e o controle do corpo. Quando a pessoa abre a boca, relaxa, vocaliza e respira livremente, ela permite que o corpo se expresse com mais soltura, inclusive com relaxamento do assoalho pélvico”, afirma a profissional.
Para a terapeuta, essa conexão é importante porque muitas pessoas têm dificuldade de atingir o orgasmo justamente por insegurança emocional, bloqueios corporais ou pela dificuldade de se desconectar da mente durante o sexo.
“Quando a pessoa consegue sentir segurança emocional, presença e permissão para que o corpo sinta e se expresse da forma como deseja, o som pode funcionar como uma ponte entre mente e corpo, ajudando no orgasmo”, completa a embaixadora do app de relacionamento Gleeden no Brasil.
Por que algumas pessoas sentem mais prazer ao gemer?
Segundo Thaís Plaza, existem explicações físicas e psicológicas para o fato de algumas pessoas sentirem mais prazer ao gemer durante o sexo. Do ponto de vista físico, vocalizar pode alterar o padrão respiratório.
“A respiração influencia diretamente na excitação e também na oxigenação do corpo. Quanto mais relaxada a pessoa está, mais o corpo tende a entrar em um estado espontâneo de prazer, conexão e presença, ficando menos rígido e tenso”, afirma.
Já no aspecto psicológico, o gemido também pode funcionar como um tipo de comunicação entre as pessoas envolvidas. Segundo Thaís, em uma relação sexual silenciosa, muitas vezes não há clareza sobre o nível de conexão ou prazer.
“Quando existe o gemido, há uma demonstração de prazer. Isso faz com que a pessoa se sinta mais entregue e, ao mesmo tempo, oferece à outra um feedback positivo, fortalecendo a conexão erótica do casal.”

Dicas para se expressar durante o sexo
Se você tem vergonha de gemer durante o sexo, a terapeuta sexual Thaís Plaza lista algumas dicas para lidar com essa dificuldade.
O primeiro passo é prestar atenção à respiração.
“Muitas pessoas acabam prendendo o ar e, sem perceber, também travam a boca e o corpo. Respirar, soltar o ar pela boca e fazer inspirações mais profundas ajuda o corpo a relaxar e facilita a espontaneidade dos sons”, orienta.
Outra dica é abandonar a ideia de que existe uma performance ideal. “É importante tirar essa noção de que a expressão precisa parecer com a dos filmes, como se os sons tivessem que ser bonitos ou sensuais. O ideal é permitir que seja natural. Tem gente que solta sons mais intensos, outras fazem ruídos mais suaves”, diz Thaíza.
A terapeuta também sugere começar aos poucos. Em vez de tentar vocalizar de forma intensa logo de início, a recomendação é experimentar sons mais leves, como suspiros e pequenas vocalizações.
Ela acrescenta que práticas como yoga, dança e exercícios de respiração também podem ajudar a ampliar a conexão com o próprio corpo.
“Tudo isso pode contribuir diretamente para a liberdade sexual. Permitir ser quem você é e se conectar com essas sensações é uma das maiores chaves do prazer. Isso pode ajudar não só no orgasmo, mas em uma vivência sexual mais livre e espontânea.”
















