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Expert revela como viver o melhor do amor e sexo após os 50 anos
O reality show Casamento às Cegas levantou o debate sobre relacionamentos e como encontrar o amor após os 50 anos
atualizado
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Estreou na última quarta-feira (10/9) a nova temporada do reality show Casamento às Cegas Brasil, intitulado Nunca é Tarde, em uma edição com apenas homens e mulheres com mais de 50 anos. O programa da Netflix debate o relacionamento maduro e a vida sexual ativa fora dos padrões.
A atração foi lançada em uma época em que o Brasil vive um “boom” do assunto. O número de mulheres com mais de 50 anos de idade que se casaram formalmente quase dobrou nos últimos 10 anos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A psicóloga clínica e neuropsicóloga Juliana Gebrim explica que o aumento de casamentos nessa idade mostra uma mudança cultural importante da atualidade. “Nós vemos muitas mulheres acima dos 50 cada vez mais seguras de si, com independência financeira e emocional, e que já não sentem a mesma pressão social de se casar cedo, como era antigamente.”
Na visão da expert, as mulheres estão escolhendo relações por desejo e afeto, e não por obrigação — o que, naturalmente, traz mais liberdade para viver o amor em qualquer fase da vida.
A especialista também destaca que, nos dias atuais, as pessoas priorizam mais a realização pessoal e profissional e o autoconhecimento antes de assumir um compromisso com alguém.
“Esse tempo extra ajuda a chegar a uma relação com mais clareza sobre o que se quer e sobre os próprios limites”, salienta. “A ideia de que o casamento precisa acontecer cedo já não é tão forte quanto no passado. Há mais espaço para esperar o momento certo.”
Viver novos relacionamentos
Casamentos nessa idade costumam não ser os primeiros. Será que as pessoas estão se “arriscando” mais para viver novos relacionamentos? Juliana ainda acrescenta que, com a maturidade, o olhar sobre o amor se transforma e as pessoas se permitem viver ele em diferentes idades.
“Muitas mulheres que já passaram por separações ou perdas — incluindo as viúvas — entendem que recomeçar não só é possível, como pode ser uma escolha saudável e libertadora.”
Nessa fase, ela prossegue, o medo de tentar novamente vai perdendo força. Essa visão permite que hajam trocas tão intensas quanto as da adolescência, porém, com maturidade, respeito e pé no chão.
O que priorizar em uma relação após os 50 anos?
Outro ponto destacado pela psicóloga é que a busca por companhia e conexão verdadeira passa a ser prioridade.
“Ao contrário de quando se casa muito jovem, em que muitas vezes existe mais pressão social, os casamentos nessa etapa da vida são motivados principalmente pelo desejo de compartilhar momentos, cuidar um do outro e viver uma relação leve.”
Um exemplo comum, segundo Juliana, é o de mulheres que criaram os filhos, dedicaram-se por anos à família ou ao trabalho e, agora, sentem que chegou a hora de olhar para si mesmas.
“Para as viúvas, esse passo pode representar a chance de reconstruir a vida após uma perda dolorosa, mas permitindo-se viver um novo presente. Quando ela encontra alguém nessa fase pode significar construir um capítulo com mais clareza sobre quem se é e o que se deseja em um relacionamento”, sugere.


















