
Pouca vergonhaColunas

Dupla penetração: 4 posições para ter prazer vaginal e anal juntos
Experiência requer consenso, preparo e muita lubrificação. Sexóloga cita posições e explica a técnica e o passo a passo para a “DP”
atualizado
Compartilhar notícia

A busca por novas fronteiras no prazer sexual tem levado muitos casais a explorar posições sexuais mais complexas e intensas, como a dupla penetração (DP), em que a vagina e o ânus são estimulados simultaneamente. Esta é uma experiência que, de acordo com a sexóloga Alessandra Araújo, exige mais do que apenas vontade: demanda consenso, preparo físico, coordenação e técnica para ser segura e prazerosa.
“Esta é uma pauta complexa, pois se trata de uma prática sexual que exige consenso e técnica para garantir segurança e prazer”, afirma Araújo. A ideia, que pode ser feita com dois parceiros ou com um parceiro e um acessório, têm como chave o alinhamento corporal e, sobretudo, a higiene e a lubrificação.
Clique aqui para seguir o canal do Metrópoles Vida&Estilo no WhatsApp
A seguir, a especialista detalha as quatro posições mais eficazes para experimentar o prazer em dose dupla:
1. Posição gêmea (The twin position)
É uma das posições mais populares por otimizar o acesso e distribuir o trabalho dos parceiros.
Modo de fazer: a pessoa que está sendo penetrada deita de barriga para baixo (prona), apoiada nos cotovelos ou antebraços (semelhante à pose da esfinge). Um parceiro se ajoelha atrás para a penetração vaginal e o outro, logo atrás, para a penetração anal.
Vantagem: o alinhamento prona oferece excelente acesso ao ânus e facilita o encaixe do parceiro vaginal. O apoio nos cotovelos reduz a tensão na coluna e nos quadris.
2. Posição apoiada no peito (Chest-supported)
Similar à posição gêmea, mas utiliza um suporte para um ângulo que pode ser mais confortável e menos desgastante para o corpo.
Modo de fazer: deitada de barriga para baixo, a pessoa utiliza uma almofada firme ou um travesseiro de cunha posicionado sob o peito e a parte inferior do abdômen, elevando sutilmente o tronco. Os parceiros penetram por trás.
Vantagem: a elevação do tronco inclina levemente o quadril, facilitando a penetração anal e fornecendo ângulos ligeiramente diferentes, o que evita que os corpos dos parceiros fiquem muito juntos e desajeitados.
3. Posição de lótus (Variante invertida)
Esta é a opção mais íntima e que proporciona mais controle de profundidade para quem está sendo penetrado, mas exige flexibilidade e força dos parceiros.
Modo de fazer: a pessoa que recebe a penetração deita de barriga para cima (supina) e flexiona as pernas, abrindo-as sobre o peito e os ombros (posição de “pernas para o ar”). Os parceiros ficam ajoelhados, com ângulos mais verticais.
Vantagem: permite que a pessoa no centro controle a profundidade do movimento ao ajustar a pressão das pernas. A elevação do quadril maximiza o acesso a ambos os orifícios.
4. Posição apoiada na cadeira (Chair supported)
Envolve o uso de um móvel estável para garantir um bom alinhamento pélvico.
Modo de fazer: a pessoa fica em pé, inclinada para a frente, e apoia o tronco e os braços em uma cadeira firme ou na beira de uma cama. Os quadris devem estar levemente elevados. Os parceiros penetram por trás.
Vantagem: a posição modificada de quatro apoios (ou doggy style) e o auxílio da gravidade ajudam a alinhar o quadril, facilitando o acesso e permitindo movimentos mais profundos.
Segurança e prazer: dicas cruciais da sexóloga
Para garantir que a “dose dupla” seja uma fonte de prazer e não de risco, Alessandra Araújo reforça três pontos essenciais:
- Lubrificação abundante: “A penetração dupla, especialmente a anal, exige uma quantidade muito generosa de lubrificante”, alerta a sexóloga. O ânus não possui lubrificação natural, e o atrito pode causar dor, lesões e aumentar o risco de infecções.
- Comunicação e palavra de segurança (safeword): devido à intensidade da DP, a comunicação deve ser constante. É fundamental estabelecer uma palavra de segurança clara para que a pessoa possa interromper o ato imediatamente se sentir dor ou desconforto.
- Higiene: a higiene é crucial para evitar a transferência de bactérias entre o ânus e a vagina. O ideal é que a penetração vaginal seja realizada por um parceiro e a anal por outro. “Nunca deve-se mover um objeto ou pênis diretamente do ânus para a vagina sem a limpeza adequada para prevenir infecções”, finaliza a especialista.






















