
Paulo CappelliColunas

Vorcaro consolidou controle do Master após série de aportes financeiros
Reestruturação do antigo Banco Máxima envolveu injeções de capital e centralização acionária por meio de holdings como a Viking Participaçõe
atualizado
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A consolidação do Banco Master foi estruturada por Daniel Vorcaro a partir de 2018, por meio de um processo de liquidação de obrigações e reorganização do quadro societário do antigo Banco Máxima. Registros fiscais detalham que a transição foi operacionalizada pela Viking Participações S.A., holding utilizada pelo empresário para concentrar o controle e realizar aportes diretos na instituição financeira.
Entre 2018 e 2021, Vorcaro executou uma série de integralizações de capital que permitiram o saneamento da operação e a mudança definitiva para a estrutura do Master. Os documentos indicam que, além do capital social, o empresário manteve o fluxo de caixa da instituição por meio de contratos de mútuo — empréstimos de recursos pessoais para as próprias empresas. Ao final de 2023, esses créditos a receber somavam aproximadamente R$ 40 milhões.
A arquitetura de controle foi solidificada com a criação de subsidiárias como a Viking Investimentos e a Viking Codis, que passaram a abrigar os ativos do grupo. Esse movimento de capitalização contínua resultou em um crescimento patrimonial expressivo: os bens e direitos declarados por Vorcaro saltaram de R$ 55,5 milhões em 2017 para R$ 345,2 milhões no exercício de 2024.
A consolidação do controle total da instituição ocorreu através da absorção de passivos da gestão anterior e da centralização das cotas acionárias via Viking Participações. O processo foi concluído em 2024, ano em que o banqueiro oficializou a transferência do seu domicílio fiscal para o bairro Itaim Bibi, em São Paulo, vinculando definitivamente a sua residência ao centro de decisões estratégicas do Banco Master.