Paulo Cappelli

Vereador denuncia Luana Piovani ao MPF após fala sobre evangélicos

Vereador Guilherme Kilter aciona o MPF contra Luana Piovani após falas que, segundo ele, “atingem a honra” dos evangélicos

atualizado

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Vereador denuncia Luana Piovani ao MPF após fala sobre evangélicos
1 de 1 Vereador denuncia Luana Piovani ao MPF após fala sobre evangélicos - Foto: Reprodução

O vereador Guilherme Kilter (Novo) protocolou no Ministério Público Federal (MPF) uma notícia de fato para apurar declarações da atriz Luana Piovani. Segundo o parlamentar, manifestações recentes da artista podem configurar intolerância religiosa contra evangélicos.

A denúncia se baseia em falas de Piovani durante participação em um podcast, em que ela afirmou: “O evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano. Virou o protótipo de um ser desprezível. Virou uma indústria política”. Para Kilter, as declarações “extrapolam os limites da liberdade de expressão e atingem a honra coletiva de milhões de brasileiros”.

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A atriz Luana Piovani
Luana Piovani.
Luana Piovani se declara "evangélica macumbeira" e causa polêmica
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Luana Piovani se declara "evangélica macumbeira" e causa polêmica
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Luana Piovani se declara "evangélica macumbeira" e causa polêmica

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De acordo com o documento enviado ao MPF, a declaração da atriz teria caráter depreciativo ao grupo religioso. “As falas carregam, sem sombra de dúvidas, um caráter ofensivo e depreciativo desse grupo religioso, buscando posicionar os adeptos da religião como inferiores e de caráter questionável“, diz o texto.

Kilter afirma que é necessário tratamento igual em casos semelhantes. “É preciso usar o mesmo peso e a mesma medida para declarações como essa. Se outras generalizações ofensivas são perseguidas pelo Ministério Público, uma ofensa como essa contra milhões de brasileiros em razão de sua fé deve ser apurada com igual seriedade”, declarou.

Intolerância religiosa

Para o vereador, o caso levanta debate sobre os limites do discurso público. “A liberdade religiosa é um direito fundamental garantido pela Constituição. Se nenhum grupo pode ser tratado como inferior ou desprezível por conta de sua crença, isso deve se aplicar também quando o ofendido é a religião com maior número de adeptos no Brasil”, afirmou.

Entre os pedidos ao MPF estão a abertura de procedimento investigatório, a verificação de possível prática de intolerância religiosa e a adoção de medidas cabíveis, incluindo eventual responsabilização judicial e retratação pública.

 

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