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Paulo Cappelli

Teólogo que pediu impeachment no Senado alega censura em universidade

Teólogo afirma ter sido alvo de perseguição em universidade por usar vestimentos e símbolos integralistas, apesar de despacho que autorizava

24/07/2025 19:00, atualizado 25/07/2025 16:41
Reprodução / Instagram
João Aparício de Souza

Conhecido por ter protocolado um pedido popular de impeachment de ministros do STF no Senado, o teólogo João Aparício de Souza afirma estar sendo alvo de perseguição dentro da Universidade Estadual de Goiás [UEG], em Goianésia [GO], onde cursa o 6º período de História.

Em documentos obtidos pela coluna, ele alega ter sido denunciado por suposta apologia ao nazismo por usar vestimentas e símbolos ligados ao integralismo — prática que, segundo João, foi autorizada em decisão formal.

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João Aparício se define como monarquista, integralista e teólogo
João Aparício é teólogo e capelão
João Aparício traz nas vestimentas símbolos do Integralismo, movimento fascista brasileiro, como o símbolo grego Sigma no quepe
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João Aparício se define como monarquista, integralista e teólogo
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João Aparício é teólogo e capelão
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João Aparício é teólogo e capelão

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Em parecer jurídico da Procuradoria Setorial da Universidade Estadual de Goiás (UEG), o órgão afirmou que “não existe impedimento legal expresso para utilização de símbolos ou vestimentas por parte de discente no ambiente universitário” e reforçou que “eventual restrição poderá violar o direito de manifestação do pensamento”.

A Procuradoria destacou ainda que “o direito de expressão, de pensamento, de crença e de consciência são direitos constitucionais, inclusive em ambientes acadêmicos”.

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O reitor da UEG, Antonio Cruvinel Borges Neto, assinou um despacho que autorizou o uso das vestimentas.

Apesar disso, o religioso sustenta que professores e coordenadores ignoraram a decisão.

“Mesmo com o despacho, mantiveram a perseguição, a censura e me acusaram de crimes que não cometi”, escreveu em uma das manifestações internas.

O movimento integralista, fundado por Plínio Salgado na década de 1930, é apontado por historiadores como uma versão brasileira do fascismo europeu que ganhava força na época.

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Transtornos e reprovações

O estudante também apresentou atestados médicos que apontam transtornos psicológicos e questiona reprovações em disciplinas. Ele alega que houve descumprimento de normas de inclusão e que suas denúncias foram expostas de forma irregular.

“Houve vazamento de dados sigilosos da ouvidoria para a gestora denunciada”, afirma em um dos ofícios.

A defesa de João Aparício pede que tudo seja reunido em processo de correição para apurar possíveis abusos de autoridade e garantir o cumprimento dos despachos já emitidos pela administração superior.

À coluna, o teólogo disse possuir “várias formações e especializações, mas por enquanto trabalha como assistente de geologia”.

Apresenta-se ainda como “reitor e professor de teologia” no Ministério de Evangelização de Assunção de Goiás e afirma possuir “doutorado em teologia apologética e capelania cristã”.

A página do ministério religioso tem apenas 44 seguidores e informa ter como objetivo formar “cristãos acadêmicos de qualquer instituição religiosa”, segundo a descrição publicada online.