
Paulo CappelliColunas

PT reage após Eduardo dizer que pode acionar EUA sobre eleição
Lideranças do PT reagiram após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmar que poderá acionar autoridades dos EUA sobre eleições no Brasil
atualizado
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reagiu após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) afirmar, em entrevista à coluna, que pretende acionar autoridades dos Estados Unidos para, eventualmente, estimular sanções a integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso avalie que ministros estejam atuando de forma parcial durante as eleições presidenciais deste ano.
A ofensiva de Eduardo Bolsonaro, que se ampara em sua proximidade com integrantes do governo Donald Trump, foi classificada por Edinho Silva e pelo vice-líder de Lula na Câmara, Lindbergh Farias, como uma tentativa de intervenção estrangeira e um ataque à soberania nacional.
“Eduardo Bolsonaro, pau-mandado de Trump, confessou em entrevista ao Metrópoles que pretende acionar autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do TSE durante a eleição de 2026, numa ofensiva estrangeira contra a soberania brasileira e a autonomia do Poder Judiciário”, afirmou Lindbergh.
O parlamentar petista acusou Eduardo Bolsonaro de operar como um agente de interesses internacionais:
“Ele atua como despachante do golpismo no exterior, mobilizando pressões internacionais para constranger a Justiça Eleitoral e intimidar autoridades brasileiras no exercício de suas funções. A gravidade da conduta vai além da coação no curso do processo para reproduzir um movimento de golpe continuado com o objetivo de restringir, por intimidação e ameaça de sanções, a atuação independente do Judiciário brasileiro.”
Presidente do PT se manifesta
Já o presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou: “A fala da família Bolsonaro, por meio do ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro, só demonstra a concepção de país que eles têm: um Brasil submisso aos interesses do Trump, e um total menosprezo para com a democracia. Desrespeitar a vontade das urnas é instalar uma ditadura”, declarou o dirigente.
Para Eduardo, o TSE agiu com diferente rigor ao tratar ações judiciais envolvendo Jair Bolsonaro e Lula nas eleições presidenciais de 2022.





