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Paulo Cappelli

PT acredita que Bolsonaro selou destino ao depor a Moraes: "Prisão"

Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias acredita que Jair Bolsonaro "perdeu a chance de se defender" e selou destino no STF

10/06/2025 18:08, atualizado 10/06/2025 22:32
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Hugo Barreto/Metrópoles
Jair Bolsonaro - O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, na manhã desta terça-feira (10/6) o segundo dia de interrogatório dos réus acusados de tentativa de golpe de Estado para manutenção do ex-presidente Jair Bolsonaro no poder

Líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias acredita que Bolsonaro não conseguiu rebater as acusações durante depoimento ao ministro Alexandre de Moraes (STF), nesta terça-feira (10/6).

“Bolsonaro perdeu a chance de se defender e enfrentar os fatos. Acho que o destino de Bolsonaro está selado: vai ser condenação e prisão”, disse o parlamentar à coluna.

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Deputado Lindbergh Farias
Vice-líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias
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Vice-líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias

KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo
Deputado Lindbergh Farias
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Deputado Lindbergh Farias

KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo

Líder do PT embasa raciocínio:

“Bolsonaro não conseguiu, em nenhum momento, confrontar as fartas provas materiais. Foi como se ele estivesse numa live, mas sem enfrentar e rebater. Por exemplo: o que ele esclareceu sobre a Operação Punhal Verde e Amarelo [que consistia em atentados contra Lula, Moraes e Geraldo Alckmin]? E as gravações, o deslocamento dos kids pretos [militares] e o dinheiro, pagamento para Braga Netto?”, prosseguiu.

“Reunião no dia 9 de novembro [de 2022], quando o general Mario Fernandes imprime várias minutas e leva ao Alvorada… Bolsonaro não conseguiu se contrapor aos depoimentos dos comandantes do Exército e da Aeronáutica sobre a minuta do golpe. A forçação da anulação da eleição, falar em estado de sítio como se isso fosse jogar nas quatro linhas. Estado de sítio não é para isso.”

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“Foi um depoimento protocolar, que Bolsonaro tentou transformar em live. Moraes, com razão, não quis fazer um depoimento como Moro fez com Lula, até para Bolsonaro não se colocar como vítima no processo”, concluiu Lindbergh.