Paulo Cappelli

PF demite agente envolvido no assassinato de “playboy da mansão”

Operação do MP apontou envolvimento de agente da PF com quadrilha envolvida em pistolagem no Mato Grosso do Sul

atualizado

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Agente da PRF
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O Ministério da Justiça oficializou, na quarta-feira (18/2), a demissão do agente da Polícia Federal (PF) Everaldo Monteiro de Assis, condenado por envolvimento no assassinato do empresário Marcel Costa Hernandes Colombo, conhecido como “Playboy da Mansão”. A decisão foi tomada após a conclusão de processo administrativo disciplinar que apontou abuso da condição de servidor público e prática de improbidade administrativa.

Com a demissão, Everaldo deixa os quadros da PF e perde direitos vinculados ao cargo, como remuneração, porte funcional e prerrogativas da função. Ele foi condenado pelo Tribunal do Júri no âmbito da Operação Omertà, investigação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apurou a atuação de uma organização criminosa envolvida com pistolagem e outros crimes no estado.

Marcel Colombo, de 31 anos, foi morto a tiros em outubro de 2018, em uma cachaçaria de Campo Grande. Segundo as investigações, o policial teria utilizado sua posição para repassar informações e auxiliar integrantes do grupo responsável pelo homicídio.

O caso também resultou na condenação do empresário Jamil Name Filho, apontado como mandante do assassinato, além de outros envolvidos. Conforme o Ministério Público, a motivação teria sido uma desavença anterior entre a vítima e integrantes da quadrilha.

Marcel foi executado na madrugada de 18 de outubro de 2018. Ele era conhecido como “Playboy da Mansão”, em referência à casa onde morava. Em dezembro de 2017, havia sido preso pela Polícia Federal por importação ilegal de mercadorias.

Policial continuou na ativa após condenação

No julgamento pelo júri popular, Everaldo foi sentenciado a oito anos de prisão e recorreu em liberdade. Em 2024, o MPMS recorreu ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que aumentou a pena para 16 anos e determinou o cumprimento imediato da condenação, com base no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na ocasião, a defesa do policial protocolou pedido para que o TJMS suspendesse os efeitos do acórdão. No recurso, os advogados sustentaram que Everaldo era servidor da ativa, com “longa trajetória funcional, responsável por diversas investigações sensíveis na área de repressão ao crime organizado, tráfico de drogas e lavagem de capitais”, argumento utilizado para contestar a necessidade da execução imediata da pena.

Procurada, a PF não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

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