
Paulo CappelliColunas

Pré-candidato ao Planalto aciona MP por morte do cão Orelha
Renan Santos protocola notícia de fato no Ministério Público após morte do cão comunitário Orelha, espancado em Florianópolis (SC)
atualizado
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Pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão em 2026, Renan Santos acionou o Ministério Público de Santa Catarina após a morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha, ocorrida em janeiro na Praia Brava, em Florianópolis. Na petição apresentada à Promotoria com atribuições na defesa do meio ambiente e dos animais, ele relata os desdobramentos do caso e pede a adoção de medidas investigatórias e cíveis.
Na notícia de fato, Renan descreve que Orelha vivia havia cerca de dez anos na região e era cuidado por moradores locais. Segundo ele, o animal foi brutalmente espancado no dia 16 de janeiro de 2026 e acabou submetido à eutanásia em hospital veterinário, diante da gravidade dos ferimentos.
“Foi brutalmente espancado, vindo a falecer em decorrência da gravidade dos ferimentos após ser levado a um hospital veterinário, onde a eutanásia foi necessária para cessar seu sofrimento.”
O pré-candidato menciona que as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina analisaram mais de mil horas de gravações e apontaram a participação de quatro adolescentes em ato infracional análogo ao crime de maus-tratos. Ele acrescenta que o grupo também teria tentado afogar outro cão comunitário, conhecido como Caramelo, que sobreviveu.
Segundo Renan, a apuração policial identificou ainda um histórico de outros atos infracionais atribuídos aos adolescentes, como ofensas a trabalhadores, furtos e depredação de patrimônio. O texto também relata que três pais dos jovens foram indiciados por coação de testemunhas, com registros do uso de arma de fogo para intimidar possíveis colaboradores da investigação.
“Tal atitude não apenas obstrui a justiça, mas também demonstra uma falha grave no dever de educar e orientar seus filhos.”
Ao final, o pré-candidato solicita a instauração de procedimento investigatório, a propositura de ações civis públicas contra os adolescentes para aplicação de medidas socioeducativas e contra os pais para responsabilização por danos materiais e morais coletivos, com eventual destinação de indenização a fundos ou instituições de proteção animal no estado.