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Paulo Cappelli

Pivô da operação contra Jordy não estava em Brasília no 8/1

Pivô da operação que mirou Carlos Jordy, o militante de direita Carlos Victor de Carvalho, o CVC, não estava em Brasília no 8 de Janeiro

22/01/2024 14:28, atualizado 23/01/2024 13:29
Reprodução
Pivô Imagem colorida do deputado Carlos Jordy com Jair e Carlos Bolsonaro

Pivô da operação que mirou o deputado federal Carlos Jordy, líder da oposição na Câmara dos Deputados, Carlos Victor de Carvalho, conhecido como “CVC”, não estava em Brasília no 8 de Janeiro de 2023.

Segundo documentos anexados pela defesa em processo, a localização do GPS no celular de CVC indica que o militante estava em Campos dos Goytacazes, cidade no interior do Rio de Janeiro, no fatídico dia em que as sedes dos Três Poderes foram depredadas.

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O rastreamento de localização do aparelho aponta que às 11h12 CVC dirigiu até o Parque do Prado, depois circulou pelas proximidades de uma escola e estacionou no supermercado Super Bom, no Centro de Campos, onde ficou até as 12h07.

Já no dia 9 de janeiro de 2023, câmeras de segurança da loja Açaí Bom e Gostoso na mesma cidade registram CVC no interior da lanchonete às 19h. O material confronta a versão elaborada pela Polícia Federal, superintendência de Campos, de que o militante esteve em Brasília no 8 de Janeiro.

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Foto de CVC anexada em relatório da PF
Carlos Jordy quer sustar decisão de Lula que isentou alguns alimentos do imposto de importação
Foto original foi postada em janeiro de 2019 nas redes sociais de CVC
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Foto original foi postada em janeiro de 2019 nas redes sociais de CVC

Segundo a defesa, foto é de 2019 e não do 8 de Janeiro
Foto de CVC anexada em relatório da PF
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Foto de CVC anexada em relatório da PF

Reprodução
Carlos Jordy quer sustar decisão de Lula que isentou alguns alimentos do imposto de importação
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Carlos Jordy quer sustar decisão de Lula que isentou alguns alimentos do imposto de importação

Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A defesa sustenta que o militante não pisa em Brasília há anos e que seria impossível CVC ter se deslocado de Campos para a capital para a manifestação antidemocrática. Isso porque o deslocamento dura 17h de carro e 24h de ônibus. Já uma viagem por avião, se fosse o caso, seria facilmente identificada pela polícia.

O argumento busca rebater a tese da Polícia Federal de que CVC participou presencialmente do 8 de Janeiro, baseada em foto anexada ao inquérito.

“Após sua participação ativa nos atos em frente aos quartéis, bem como conclamando a população por meio das redes sociais a atentarem contra a ordem democrática, foi identificada a participação ativa de CVC nos atos terroristas ocorridos em 08/01/2022 [2023], conforme imagem juntada na IPJ 01/2023 e nas gravações que seguem juntadas no e-Proc. Portanto, CVC continua a praticar crimes”, diz trecho do pedido de prisão enviado pelo delegado Wesley Servulo à Justiça em 11 de janeiro de 2023.

No pedido de revogação de prisão, a defesa argumenta que a foto contida no referido inquérito foi tirada durante a posse de Bolsonaro e postada em 19 de janeiro de 2019.

Ela foi repostada por CVC no fatídico 8 de Janeiro de 2023 com os dizeres “Não reconheço Presidente condenado, ficha suja e comunista”. O militante apagou a foto horas depois e fez um vídeo, no dia seguinte, dizendo que não havia participado dos atos em Brasília.

No pedido de prisão, a Polícia Federal apontou que CVC “seria a principal liderança de extrema-direita em Campos e teria ligações com outras pessoas acessíveis aos poderes, como deputados e empresários locais”. A operação de busca e apreensão contra Jordy foi ordenada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.