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Paulo Cappelli

PF avalia que Israel quis faturar politicamente com operação no Brasil

Integrantes da Polícia Federal (PF) avaliam que governo de Israel quis "faturar politicamente" ao citar atuação do Mossad no Brasil

09/11/2023 18:36, atualizado 09/11/2023 18:52
Antonio Masiello/Getty Images
PF Foto colorida do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu - Metrópoles

Integrantes da Polícia Federal (PF) ouvidos pela coluna avaliam que o governo de Israel quis “faturar politicamente” ao citar a participação do Mossad, serviço secreto israelense, na operação que prendeu terroristas ligados ao Hezbollah no Brasil.

A divulgação, feita pelo próprio primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não estava nos planos. O tom usado por Israel, citando uma “célula” do Hezbollah no Brasil, também foi vista como alarmista e “exagerada” por integrantes da PF.

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Em entrevista à CNN, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, chegou a falar em “quebra de confiança” com o governo de Israel. O abalo, contudo, não deverá afetar a cooperação entre PF e Mossad, que mantêm diversas parcerias na área de segurança pública.