Paulo Cappelli

Partido de Caiado teme perder 2 ministérios com Lula

União Brasil vive racha entre governistas e oposicionistas às vésperas de reforma ministerial, enquanto estrutura candidatura de Caiado

atualizado

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Lula e Ronaldo Caiado
1 de 1 Lula e Ronaldo Caiado - Foto: Metrópoles

A ala governista do União Brasil, partido do governador Ronaldo Caiado (GO), teme perder o controle sobre os ministérios da Comunicação e do Turismo na próxima reforma ministerial, que deverá ser anunciada por Lula em fevereiro de 2025. O partido vive um racha. Há incerteza sobre quantos votos entregará ao Planalto a partir do ano que vem, quando um novo líder assumirá a liderança da sigla na Câmara e quando a legenda começará a estruturar a candidatura do gestor goiano à Presidência da República.

Os principais cotados ao posto de líder do União Brasil são os deputados Fernando Marangoni (SP), Mendonça Filho (PE) e Pedro Lucas (MA). O atual líder do grupo, Elmar Nascimento (BA), foi pressionado a deixar o posto após insatisfações com a negociação de cargos em comissões em nome da sua malsucedida campanha à presidência da Câmara. A gota d’água foi a sua assinatura em regimes de urgência para projetos de interesse do governo, dos quais a bancada discordou.

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O deputado Mendonça Filho (União-PE) será o relator da PEC da Segurança
Pedro Lucas é líder do União
Caiado adia para abril pré-candidatura ao Palácio do Planalto em 2026
Deputado Marangoni (União-SP)
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Deputado Marangoni (União-SP)

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O deputado Mendonça Filho (União-PE) será o relator da PEC da Segurança
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O deputado Mendonça Filho (União-PE) será o relator da PEC da Segurança

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Pedro Lucas é líder do União
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Pedro Lucas é líder do União

Mario Agra/Câmara dos Deputados
Caiado adia para abril pré-candidatura ao Palácio do Planalto em 2026
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Caiado adia para abril pré-candidatura ao Palácio do Planalto em 2026

Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto

Marangoni é visto como o nome com mais diálogo com o governo e sinalizou, nos bastidores, que tentaria manter o acordo atual: a bancada da Câmara continua representada com dois ministérios, com tendência a seguir o Planalto em pautas econômicas, mas sem garantia de apoio em matérias de cunho ideológico ligadas à esquerda. Pedro Lucas também tem perfil de centro e corre por fora com apoio extraoficial do presidente do União, Antônio Rueda.

Mendonça Filho tem força entre a ala que cobra uma postura mais dura da bancada com relação ao governo Lula. O deputado foi ministro da Educação durante o governo Temer. Ele afirmou aos pares que dialogará com o Planalto, apesar das suas posições ideológicas baterem de frente com as do PT.

Lideranças petistas avisaram que a reforma ministerial esperada para 2025 será feita de acordo com a perspectiva de apoio à candidatura de Lula em 2026. Ou seja, serão beneficiados os partidos que podem aderir à campanha à reeleição. O Republicanos, por exemplo, deve ser agraciado com mais espaços na Esplanada, diante da abertura que a legenda pode oferecer ao petista entre os evangélicos.

Para 2026, o União Brasil trabalha com a perspectiva de lançar a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência. O governador de Goiás está no seu segundo mandato e se coloca como uma alternativa à direita, diante da inelegibilidade de Jair Bolsonaro. O gestor estadual rompeu com o clã Bolsonaro, numa tentativa de se mostrar como um nome mais moderado, com pilar político na segurança pública.

Caiado foi tornado inelegível nesta quarta-feira (11/12), por decisão da Justiça Eleitoral. Ele recorreu. A decisão ocorreu no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político, pelo uso do Palácio das Esmeraldas, sede do governo goiano, em eventos de apoio à candidatura do aliado Sandro Mabel à Prefeitura de Goiânia.

Atualmente, o União Brasil tem três pastas no governo Lula. Ao contrário da Comunicação e Turismo, o ministério do Desenvolvimento Regional é considerado “intocável” porque o ministro Waldez Góes foi um indicação direta de Davi Alcolumbre, principal cotado para assumir a presidência do Senado a partir de 2025.

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