
Paulo CappelliColunas

País no qual está Lulinha já negou extradição de bolsonarista
Deputados pediram à PGR extradição de Lulinha na Espanha, país que em 2025 rejeitou pedido do STF contra Oswaldo Eustáquio
atualizado
Compartilhar notícia

Parlamentares de oposição acionaram a Procuradoria-Geral da República cobrando a extradição de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, junto ao governo da Espanha. A iniciativa envolve o mesmo país que, em 2025, rejeitou um pedido de extradição apresentado pelo STF e pela Advocacia-Geral da União contra o comunicador bolsonarista Oswaldo Eustáquio.
Em dezembro de 2025, a Terceira Seção da Audiência Nacional, com sede em Madri, entendeu que não estava presente o requisito da “dupla incriminação”, previsto no tratado entre Brasil e Espanha. O texto estabelece que a extradição só ocorre nos casos em que o crime apontado pelo país solicitante também é considerado delito no outro país.
Foragido da Justiça brasileira, Eustáquio é acusado promover campanhas de ataques nas redes sociais contra ministros do STF e policiais federais responsáveis por investigações referentes a atos antidemocráticos. Já para a Espanha, a conduta do comunicador está dentro dos limites garantidos pela liberdade de expressão.
Lulinha na mira
A representação de parlamentares contra Lulinha sustenta que o filho do presidente Lula teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Antunes é apontado como operador financeiro do esquema de fraudes que lesou aposentados e pensionistas. Lulinha é investigado no caso, mas o Ministério Público Federal ainda não formalizou denúncia contra ele, que se diz inocente.



