
Paulo CappelliColunas

No PSD, Caiado almeja vice do União Brasil para ampliar alianças
Ronaldo Caiado afirma que aliança com outros partidos vai fortalecer candidatura, mas que nome ainda vai ser definido
atualizado
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Pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado descartou a formação de uma chapa “puro-sangue” do PSD e sugeriu a escolha de um vice do seu antigo partido, o União Brasil. De acordo com o ex-governador de Goiás, que renunciou ao cargo nesta terça-feira (31/3), o nome será debatido até julho, quando tem início o período das convenções partidárias.
“Nós estamos analisando o que acrescenta mais em cada região. É algo que esse aí vai se arrastar um pouco, porque vai depender muito de como as pesquisas também vão caminhar, quais serão as áreas que nós vamos identificar como sendo prioritárias. Alguém que fala mais para o Sul, para o Sudeste. Se fala menos para o Norte ou para o Nordeste. Então, eu acho que isso vai dentro de um xadrez aí que nós vamos definir”, disse Caiado, em entrevista à coluna.
Alianças
Segundo o ex-governador, a escolha de um vice de outro partido serviria para ampliar o leque de alianças em torno de sua candidatura. Caiado disse ainda que pretende iniciar as negociações com os partidos pelo União, partido do qual se desfiliou em janeiro.
“Vamos buscar esse diálogo com outros partidos. Vamos buscar uma aliança sim, uma coliação mais ampla. E por que não começar já pelo meu ex-partido, que foi o único partido que eu tive, ou seja, que veio lá desde a época minha de PFL, continuou depois com o Democratas, União Brasil e agora União Progressista [nome proposto a partir da federação com o PP]”, afirmou Caiado.
“Eu não saí [do União] brigado por ninguém, rompido por ninguém. O partido resolveu não ter candidato a presidente da República. Eu, tranquilamente, conversei: ‘Bom, eu vou então continuar minha caminhada buscando essa alternativa para poder ser candidato à Presidência da República’”, disse o ex-governador.
Cautela no União
No União Brasil, a definição em torno das alianças para as eleições deste ano deve acontecer apenas às vésperas da convenção da legenda, em julho. Os debates internos terão início em maio.
Discussões sobre eventual adesão à candidatura de Caiado só deverão ocorrer caso o ex-governador de Goiás cresça nas pesquisas de intenção de voto.





