Paulo Cappelli

Magno Malta convida ex-assessor de Moraes para ato no 7 de Setembro

Convite do senador Magno Malta afirma que perito suspeito de vazar conversas entre assessores de Moraes tem “muito a contribuir”

atualizado

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Magno Malta (PL-ES) enviou um ofício ao presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, cobrando uma posição oficial sobre a intimação judicial entregue ao ex-presidente Jair Bolsonaro
1 de 1 Magno Malta (PL-ES) enviou um ofício ao presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, cobrando uma posição oficial sobre a intimação judicial entregue ao ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Câmara dos Deputados/Reprodução

O senador bolsonarista Magno Malta (PL) convidou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para o ato organizado pela direita, na Avenida Paulista, no 7 de Setembro.

No convite enviado a Tagliaferro, Malta afirma que ele teria “muito a contribuir” para o esclarecimento da conduta de Moraes em pedidos de informação que não teriam seguido o rito formal no TSE. O caso veio à tona após o vazamento de conversas entre os assessores do ministro.

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Airton Vieira, juiz instrutor do gabinete de Alexandre de Moraes
Marco Antônio Vargas aparece nas conversas vazadas entre assessores de Moraes
Eduardo Tagliaferro e o ministro Alexandre de Moraes
Magno Malta na Câmara dos Deputados
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Airton Vieira, juiz instrutor do gabinete de Alexandre de Moraes
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Marco Antônio Vargas aparece nas conversas vazadas entre assessores de Moraes
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Eduardo Tagliaferro e o ministro Alexandre de Moraes
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Eduardo Tagliaferro e o ministro Alexandre de Moraes

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“Sua coragem ao expor irregularidades e práticas questionáveis, especialmente em relação ao vazamento de informações consideradas confidenciais durante o período eleitoral, tem sido amplamente noticiada pela imprensa e admirada por todos aqueles que prezam pela transparência e pela justiça”, diz o convite de Malta.

Ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) do TSE, Tagliaferro foi apontado pelo deputado Alexandre Frota como responsável pelo vazamento das conversas que revelaram o uso, por Moraes, de relatórios do TSE para embasar decisões em inquéritos conduzidos por ele no STF. Tagliaferro nega ter sido o autor do vazamento.

Nas conversas vazadas, Tagliaferro recebe pedidos informações, feitos pelo chefe de gabinete de Moraes, Airton Vieira, e pelo juiz auxiliar Marco Antônio Vargas, sobre suspeitos de ataques ao Judiciário e ao sistema eleitoral.

“Sabemos que o senhor, como ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, tem muito a contribuir para o esclarecimento da verdade sobre os fatos divulgados. Sua presença trará um valor inestimável ao evento e reforçará o nosso compromisso com a verdade na luta pela preservação dos princípios e direitos constitucionais e democráticos”, argumenta Malta, no convite.

Tagliaferro foi demitido do cargo no TSE, por Moraes, em 2023, após um caso de violência doméstica envolvendo o perito em crimes cibernéticos. A Polícia Federal abriu investigação para identificar o autor dos vazamentos. O perito e sua esposa foram intimados a prestar depoimento na Superintendência da PF em São Paulo.

Em um dos diálogos revelados, Tagliaferro conversa com Airton Vieira, juiz auxiliar e chefe de gabinete de Moraes no STF. Na conversa, a dupla indica que Alexandre de Moraes e Alexandre Frota teriam pedido o bloqueio das contas do cantor gospel Davi Sacer nas redes sociais.

Frota, contudo, entrou em contato com a coluna e disse jamais ter sugerido que o artista evangélico fosse investigado ou punido por supostamente estimular atos violentos contra o STF. “Para mim, está claro que foi o Tagliaferro que vazou as mensagens”, disse o deputado.

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