
Paulo CappelliColunas

Lula diverge de diplomatas ao tratar de Trump e Juliana Marins
O presidente Lula divergiu da atuação de diplomatas do Ministério das Relações Exteriores por duas vezes em menos de um mês
atualizado
Compartilhar notícia

O presidente Lula divergiu da atuação de diplomatas do Ministério das Relações Exteriores por duas vezes em menos de um mês.
Nesta quinta-feira (26/6), Lula determinou ao Itamaraty que tome providências para trazer ao Brasil o corpo de Juliana Marins, que morreu depois de sofrer um acidente em um vulcão na Indonésia.
A decisão do presidente foi tomada um dia após o ministério comunicar que não arcaria com as despesas, por não haver previsão em lei. O comunicado chegou a desgastar o governo junto à opinião pública diante da comoção internacional que o caso gerou.
Já no dia 1º/6, um domingo, Lula criticou duramente a gestão de Donald Trump ao afirmar que os Estados Unidos “fazem guerras” e “matam tanta gente”.
O discurso ocorreu em um momento em que diplomatas brasileiros nos EUA tentavam se aproximar da Casa Branca para demover os norte-americanos de prosseguirem com sanções ao ministro Alexandre de Moraes (STF).
“Os Estados Unidos querem processar o Alexandre de Moraes porque ele quer prender um cara brasileiro que está lá nos EUA fazendo coisa contra o Brasil o dia inteiro. Por que ele quer criticar a Justiça brasileira? Eu nunca critiquei a Justiça deles. Fazem tantas guerras, matam tanta gente, e eu nunca critiquei”, disse Lula na ocasião.
Em ambos os casos, de Trump e Juliana Marins, Lula mostrou que a posição do Itamaraty não norteará a dele próprio na Presidência da República.