Paulo Cappelli

Juristas acionam STF contra tarifaço de Trump e pressão das big techs

Associação de juristas acusa EUA de usar tarifa de 50% para coagir o Brasil a mudar leis e pede ao STF defesa da “soberania digital”

atualizado

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A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) entrou com uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) no STF para contestar o tarifaço de 50% anunciado pelo governo Trump contra produtos brasileiros.

Segundo a petição, o aumento de tarifas seria uma forma de “retaliação econômica” para pressionar o Brasil a recuar em leis que regulam o setor digital e limitam o poder das grandes plataformas.

A ABJD afirma que há uma “ofensiva coordenada” de governos e big techs para impedir a regulação de dados, inteligência artificial e moderação de conteúdo.

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Eduardo Bolsonaro
Presidente dos EUA, Donald Trump
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O ministro Alexandre de Moraes foi notificado oficialmnte sobre as demissões de Torres e Ramagem
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O ministro Alexandre de Moraes foi notificado oficialmnte sobre as demissões de Torres e Ramagem
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O ministro Alexandre de Moraes foi notificado oficialmnte sobre as demissões de Torres e Ramagem

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A entidade pede que o STF reafirme que “nenhuma sanção estrangeira pode influenciar leis nacionais” e que as plataformas devem “cumprir integralmente a legislação brasileira”.

A ABJD quer que o Supremo reconheça a “soberania digital” como cláusula essencial da Constituição e impeça pressões externas sobre decisões judiciais e legislativas no Brasil.

Menção a Eduardo Bolsonaro

A petição também cita o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, apontado como articulador de sanções para “pressionar o STF” e defender o pai, Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe.

Segundo a ação, ele teria atuado junto ao governo Trump para impor sanções contra ministros do STF e autoridades brasileiras, como forma de “interferir em investigações” que atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A petição pede que o STF reconheça que a suposta atuação de Eduardo fere a “soberania nacional” e pode causar “dano econômico e moral ao país”.

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