Paulo Cappelli

Governo Trump afirma que China pretende dominar Taiwan até 2027

Documento do Pentágono diz que China espera “lutar e vencer” em Taiwan até 2027 e já ameaça infraestrutura dos EUA

atualizado

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Thomas Peter-Pool/Getty Images
Trump e Xi Jinping
1 de 1 Trump e Xi Jinping - Foto: Thomas Peter-Pool/Getty Images

O governo Trump comunicou ao Congresso que a China se prepara para “lutar e vencer uma guerra sobre Taiwan até o final de 2027”. O relatório anual apresentado pelo Departamento de Defesa (DoD) registra que o Exército Popular de Libertação (EPL), força armada da China, funciona como “componente-chave” na estratégia de Pequim de desafiar a posição os Estados Unidos como principal potência mundial.

O texto indica que Pequim planeja diversas ações militares para forçar Taiwan a aceitar uma unificação imposta pela força. Entre as medidas consideradas estão “invasão anfíbia, ataque de fogo e possivelmente bloqueio marítimo”.

O relatório detalha que, ao longo de 2024, exercícios militares chineses incluíram testes para “bloquear acesso a portos-chave” e atingir forças norte-americanas no Pacífico.

O DoD descreve a estratégia militar chinesa como baseada em um esforço nacional amplo, classificado como “guerra total nacional”, abrangendo instrumentos militares, econômicos, tecnológicos, cibernéticos e de influência pública.

O relatório liga o objetivo de 2027 a três capacidades centrais: “vitória estratégica decisiva”, “contrapeso estratégico” — com destaque para a nuclear — e “dissuasão e controle estratégico” sobre países da região.

Risco à infraestrutura dos EUA

A apresentação ao Congresso indica que os Estados Unidos enfrentam vulnerabilidade crescente, observando que “a construção militar histórica da China tornou o território dos EUA cada vez mais vulnerável”.

O relatório informa que, em 2024, uma operação de ciberespionagem promovida pela China “cavou-se dentro da infraestrutura crítica dos EUA”, permitindo acesso a sistemas considerados essenciais.

O material acrescenta que a China possui capacidade para causar “interrupção de um gasoduto de gás natural nos EUA continental — por dias a semanas”.

O relatório indica que o alcance operacional chinês já permite ataques “a 1.500-2.000 milhas náuticas do continente”.

Implicações geopolíticas

O relatório observa que a pressão sobre Taiwan pode se intensificar caso Pequim considere que os Estados Unidos apoiam a ilha de forma explícita. Em um eventual conflito, a China buscaria criar “efeitos disruptivos e destrutivos para moldar decisões e interromper operações militares”.

O material acrescenta que os Estados Unidos não têm intenção de “estrangular, dominar ou humilhar a China”, mas de “negar a capacidade de qualquer país do Indo-Pacífico de dominar os EUA ou nossos aliados”.

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