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Paulo Cappelli

Gayer diz que Moraes usa Bolsonaro para "pôr coleira" na oposição

Gustavo Gayer avalia decisão de prisão domiciliar temporária determinada por Alexandre de Moraes como forma de controlar opositores

24/03/2026 19:51, atualizado 24/03/2026 20:00
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Bayer avaliou decisão de Moraes
Bayer avaliou decisão de Moraes

O deputado federal Gustavo Gayer (PL) afirmou que a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes de conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro seria uma estratégia para “colocar uma coleira na oposição”.

O parlamentar destacou o caráter temporário da medida. “Quando Moraes estabelece 90 dias, obviamente, ao final desse período, ele pode prorrogar por mais 90 dias e depois novamente. Por que ele faria isso? Por que não faz simplesmente uma transição?”, questionou.

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Deputado Gustavo Gayer
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Moraes determinou prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
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Moraes determinou prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
Deputado Gustavo Gayer
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Vinicius Schmidt/Metropoles
Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro

Reprodução/Instagram

Em seguida, Gayer apresentou sua avaliação sobre a suposta motivação do ministro. “Moraes está tentando recuar avançando, recuar ainda mantendo o controle. Ao colocar temporário 90 dias, ele está passando uma mensagem: se houver ataques, críticas, se ficarem falando sobre mim, se continuarem indo para cima de CPMI do Banco Master, se a imprensa continuar colocando meu nome envolvido com esse mafioso, esses 90 dias poderão ser diminuídos, revogados“, alegou.

O pedido de prisão domiciliar foi concedido por Moraes nesta terça-feira (24/03). O magistrado impôs uma série de medidas cautelares ao ex-presidente, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Bolsonaro poderá ser visitado pelos filhos

Durante a domiciliar, Bolsonaro poderá ser visitado pelos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan duas vezes por semana, às quartas-feiras e sábados, em três faixas de horário: das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h, seguindo as regras aplicáveis a estabelecimentos prisionais.

Ele estava detido na Papudinha, prédio militar do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, até ser internado em 13 de março no Hospital DF Star para tratar um quadro de broncopneumonia.

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