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Paulo Cappelli

Deputado traiu esposa e usou desembargador como falso álibi, diz defesa

Desembargador preso por suspeita de vazar informações para o presidente da Alerj alega que não se encontrou com o político

Repórter de Paulo Cappelli18/12/2025 19:15, atualizado 19/12/2025 06:41
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Divulgação/Alerj
Deputado Rodrigo Bacellar

Então presidente da Assembleia Legislativa do Rio, o deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil) afirmou em mensagem a terceiros que se encontrou com o desembargador Macário Júdice Neto (TRF-2) para usar o magistrado como falso álibi de modo a acobertar uma traição à esposa. A alegação foi feita pelo advogado de Macário Neto, Fernando Fernandes, ao ministro Alexandre de Moraes (STF).

No memorial revelado por Lauro Jardim, no jornal O Globo, e confirmado pela coluna, o advogado sustentou que Bacellar estava em um “ilícito matrimonial e usou o nome do desembargador”.

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Macário Judice Neto, desembargador que relata o caso TH Joias no TRF-2, foi preso na manhã desta terça
Bacellar ajudou na fuga de TH Joias, aponta Polícia Federal
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Bacellar ajudou na fuga de TH Joias, aponta Polícia Federal

Reprodução/Redes Sociais
Macário Judice Neto, desembargador que relata o caso TH Joias no TRF-2, foi preso na manhã desta terça
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Macário Judice Neto, desembargador que relata o caso TH Joias no TRF-2, foi preso na manhã desta terça

Reprodução/Redes sociais

Macário Neto foi preso na terça-feira (16/12) por suspeita de vazar a Bacellar informações sobre operações policiais que miraram o deputado TH Joias, cujo processo foi relatado pelo magistrado antes de migrar para as mãos de Alexandre de Moraes. Bacellar, por sua vez, é suspeito de alertar TH Joias. O parlamentar também chegou a ser preso e está afastado da presidência da Alerj.

A defesa do desembargador sustenta que a prova apontada para confirmar o encontro, uma mensagem de WhatsApp enviada por Bacellar a terceiros, não pode ser validada por se tratar de uma declaração falsa. Fernando Fernandes alega não haver vídeos ou fotos que comprovem a suposta reunião, que teria ocorrido em uma churrascaria.

Na quarta-feira (17/12), Fernando Fernandes já havia relatado sua tese ao ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho.

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