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Paulo Cappelli

CPMI do INSS: relator reage a pedido de convocação de Campos Neto

Pedido para convocar o ex-presidente do BC foi apresentado por Paulo Pimenta e pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues

01/09/2025 16:16, atualizado 01/09/2025 18:17
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Entrevista com o deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, no estúdio do Metrópoles

Relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil) reagiu ao pedido de convocação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para prestar depoimento. O requerimento foi protocolado pelo deputado Paulo Pimenta (PT) e pelo senador Randolfe Rodrigues (PT).

“Primeiro, é preciso saber se o presidente [da CPMI] vai pautar, segundo se o colegiado aprova. E o principal, qual a relação com os fatos? Caso seja necessário, não vejo problema [a convocação]. Daí, acrescentamos o atual presidente do BC [Gabriel Galípolo]. O princípio da igualdade tem que ser a mesma régua”, declarou Gaspar à coluna.

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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
Deputado Paulo Pimenta
Líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues
Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana
Sede do Banco Central
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central
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Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central

Vinícius Schmidt/Metrópoles
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central
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Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central

Breno Esaki / Metrópoles
Deputado Paulo Pimenta
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Deputado Paulo Pimenta

Michael Melo/Metrópoles @michaelmelo
Líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues
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Líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues

Pedro França/Agência Senado
Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana
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Presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Sede do Banco Central
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Sede do Banco Central

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

O pedido se baseia em expediente enviado em outubro de 2021 pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) ao Banco Central, então comandado por Campos Neto. O documento relatava práticas abusivas em empréstimos consignados oferecidos a aposentados a partir de 2019. A convocação busca esclarecer a atuação da autoridade monetária diante das denúncias de descontos irregulares em benefícios previdenciários.

Na justificativa, os parlamentares afirmam que a presença do ex-presidente do BC é necessária para detalhar medidas sobre o acesso de instituições financeiras a dados de segurados, além de explicar ações de fiscalização e controle.

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“Considera-se relevante a oitiva do Sr. Roberto Campos Neto […] para que esclareça sobre as medidas adotadas, principalmente quanto ao acesso aos bancos de dados cobertos por sigilo bancário dos beneficiários do INSS, bem como quanto às medidas de fiscalização e controle relativas às irregularidades denunciadas”, escreveram Pimenta e Randolfe.

Campos Neto foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para a presidência do BC em 2019. Durante o governo Lula, tornou-se alvo de críticas do Planalto e do PT por manter a taxa básica de juros em patamar elevado. Seu sucessor, Gabriel Galípolo, foi indicado pelo atual presidente para o comando da instituição.