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Paulo Cappelli

Campanha de Ricardo Nunes se irrita com postura de Nikolas Ferreira

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes tenta a reeleição com apoio de Bolsonaro, mas parte do PL avalia romper aliança por causa de Kassab

Paulo Cappelli, Augusto Tenório24/09/2024 05:00, atualizado 24/09/2024 12:55
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Montagem/Metrópoles
Nikolas Ferreira e Ricardo Nunes

Integrantes da campanha de Ricardo Nunes (MDB) estão irritados com Nikolas Ferreira. Isso porque o deputado federal vem pregando um boicote ao PSD e a aliados do partido comandado por Kassab, que integra a coligação do atual prefeito de São Paulo.

Interlocutores de Nunes, alguns filiados ao próprio PL, afirmam que o pedido de Nikolas para que a direita não vote em candidatos do PSD não seria seguido à risca pelo próprio parlamentar. Ele apoia o pessedista Tiago Amaral em Londrina (PR).

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Governador de SP, Tarcísio de Freitas, e seu secretário de Governo, Gilberto Kassab
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chega ao debate do SBT nesta sexta-feira (20/9)
Ricardo Nunes (MDB) e Eduardo (PL)
Em 2024, Nikolas Ferreira presidiu a Comissão de Educação da Câmara
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD
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Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD

Bruna Sampaio e Carol Jacob/Alesp
Governador de SP, Tarcísio de Freitas, e seu secretário de Governo, Gilberto Kassab
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Governador de SP, Tarcísio de Freitas, e seu secretário de Governo, Gilberto Kassab

FlickR Governo do Estado de SP
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chega ao debate do SBT nesta sexta-feira (20/9)
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O prefeito Ricardo Nunes (MDB) chega ao debate do SBT nesta sexta-feira (20/9)

Lourival Ribeiro/SBT e Rogerio Pallatta/SBT
Ricardo Nunes (MDB) e Eduardo (PL)
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Ricardo Nunes (MDB) e Eduardo (PL)

Bruno Ribeiro/ Metrópoles
Em 2024, Nikolas Ferreira presidiu a Comissão de Educação da Câmara
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Em 2024, Nikolas Ferreira presidiu a Comissão de Educação da Câmara

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

No vídeo que irritou Nunes, contudo, Nikolas Ferreira afirmou “haver exceções” e citou o caso do candidato a prefeito de Londrina, identificado com o campo conservador. “Assim como há exceções no PSD, há exceções no PL, tendo em vista que tem parlamentar do partido que costuma apoiar o governo Lula”.

Em seguida, disse que, se Kassab não mandar seus senadores apoiarem o impeachment do ministro do STF Alexandre de Moraes, fará campanha contra Ricardo Nunes. O PSD tem a maior bancada do Senado e é a sigla do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco.

Como mostrou a coluna, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) também passou a ameaçar publicamente Ricardo Nunes, pressionando Kassab pelo impeachment. Os parlamentares, embora não sejam de São Paulo, influenciam a base bolsonarista na capital paulista.

A situação é curiosa, já que o PSD de Kassab tem secretários na gestão de Nunes, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e três ministérios no governo Lula. A relação é vista como um trunfo para a campanha, e a tentativa de forçar uma ruptura é considerada uma jogada arriscada por parte do PL.

Em vídeo, Nikolas afirmou que, dos 10 senadores que não se posicionaram sobre o pedido de impeachment de Moraes, cinco são do PSD. Também relembrou que a presidente da CPMI do 8 de Janeiro, Eliziane Gama (MA), crítica de Bolsonaro, é do partido de Kassab.

Nunes e Marçal empatados

De acordo com pesquisa do Instituto Atlas Intel divulgada na segunda-feira (23/9), o deputado federal Guilherme Boulos está isolado na liderança das intenções de voto em São Paulo. O influenciador Pablo Marçal teve queda nas preferências e aparece empatado em segundo lugar com o atual prefeito, Ricardo Nunes.

A deputada Tabata Amaral (PSB) está em quarto lugar com 10,8%, continua tecnicamente empatada com José Luiz Datena (PSDB). O tucano tem 6,9%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima e para baixo.

O Atlas Intel entrevistou 2.218 eleitores por meio de recrutamento digital entre os dias 17 e 22 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o Protocolo SP-03546/2024.

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