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Paulo Cappelli

Bolsonaro traça defesa contra inelegibilidade e vê crueldade de Moraes

Ex-presidente Jair Bolsonaro alinhou defesa para o julgamento da ação, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode deixá-lo inelegível

15/06/2023 07:00, atualizado 15/06/2023 15:15
Igor Estrela/Metrópoles
Bolsonaro e Alexandre de Moraes

Sob a ameaça de inelegibilidade, Jair Bolsonaro preparou sua defesa para o julgamento que terá início, na próxima quarta (22/6), no Tribunal Superior Eleitoral. O ex-presidente sustentará que as críticas às urnas eletrônicas, em reunião com embaixadores em junho do ano passado, foram legítimas. Não golpistas.

Alegará que a defesa do voto impresso, sustentada até pouco antes da eleição, não se transformou em desrespeito ao resultado proclamado pela Justiça Eleitoral após primeiro e segundo turnos.

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Sobre a acusação de abuso de poder econômico, Bolsonaro argumentará que, como presidente da República, tinha a prerrogativa de convidar embaixadores para tratar sobre temas que lhe fossem caros. Dessa forma, buscará afastar a tese de abuso de poder econômico que baseia a ação movida pelo PDT.

A denúncia aponta que Bolsonaro teria se valido da estrutura do Estado com fins eleitorais. Por determinação do TSE, uma live da referida reunião foi derrubada das redes sociais.

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Um dos pontos ainda discutidos pelo núcleo de Bolsonaro é se, na exposição da defesa, será lembrada uma reunião do ministro Edson Fachin com embaixadores. Então presidente do TSE, Fachin falou sobre a segurança das urnas eletrônicas e pediu que a comunidade internacional ficasse em alerta para as eleições no Brasil. Na ocasião, Bolsonaro afirmou que as declarações de Fachin foram “um estupro à democracia”. E, em seguida, promoveu sua própria reunião com embaixadores.

Ao analisar a atual composição do TSE, o ex-presidente considera ser difícil escapar da inelegibilidade por oito anos. E ainda vê requintes de crueldade de Alexandre de Moraes, atual presidente da Corte. É que o ministro pautou o julgamento para o dia 22, o mesmo número usado por Bolsonaro nas eleições do ano passado.