
Paulo CappelliColunas

Bolsonaro tem remédio suspenso após relatar “alucinação”
Relatório produzido neste domingo (23/11) por médicos de Jair Bolsonaro apontam quadro de alucinação devido a medicamento
atualizado
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Um relatório produzido por médicos de Jair Bolsonaro neste domingo (23/11) afirma que o ex-presidente passou, na noite de sábado, por um quadro de “confusão mental e alucinações”, possivelmente induzido pelo uso do medicamento Pregabalina, administrado “sem o conhecimento ou consentimento” da equipe responsável. A reação levou à suspensão do remédio, segundo o documento, “sem sintomas residuais até o momento”.
Os profissionais registram que a Pregabalina “apresenta importante interação” com outras medicações que Bolsonaro utiliza para tratar soluços — Clorpromazina e Gabapentina — e que tem como efeitos colaterais “alteração do estado mental com a possibilidade de confusão mental, desorientação, coordenação anormal, sedação, transtorno de equilíbrio, alucinações e transtornos cognitivos”.
O relatório também será utilizado pelos advogados de Bolsonaro para pedir ao STF que ele cumpra prisão domiciliar. O ex-presidente teve prisão preventiva decretada neste sábado (22/11) pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), após a Polícia Federal apontar risco de fuga decorrente da violação de sua tornozeleira eletrônica.
Segundo o documento, o cirurgião-geral Cláudio Birolini e o cardiologista Leandro Echenique atestam que Bolsonaro é “portador de múltiplas comorbidades e faz uso de diversos medicamentos em decorrência das internações e cirurgias prévias ocorridas desde 2018”.
O relatório ainda registra que o quadro clínico do ex-presidente é estável.
“Apresentou recentemente pneumonia por broncoaspiração e evolui com soluços refratários. No momento da nossa avaliação, ele encontra-se estável do ponto de vista clínico e passou a noite sem intercorrências.”





