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Um Lugar ao Sol vai focar na situação política e econômica do Brasil

Segundo a autora Lícia Manzo, o protagonista Christian é socialmente excluído e invisível

23/09/2021 14:04
Fábio Rocha/Rede Globo/Divulgação
Cauã Reymond como Christian depois que ele toma o lugar do irmão, Renato, em Um Lugar ao Sol

Depois da saga de Lurdes (Regina Casé) em Amor de Mãe, o brasileiro vai voltar a se identificar com um protagonista no horário nobre. Em Um Lugar ao Sol, Lícia Manzo vai focar na situação política e econômica do Brasil.

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Noca ( Marieta Severo )
Lara (Andréia Horta)
Renato/Christian (Cauã Reymond)
Bárbara (Alinne Moraes)
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Bárbara (Alinne Moraes)

Noca ( Marieta Severo )
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Noca ( Marieta Severo )

Lara (Andréia Horta)
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Lara (Andréia Horta)

Renato/Christian (Cauã Reymond)
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Renato/Christian (Cauã Reymond)

“No momento em que o abismo que separa pobres e ricos no Brasil é tamanho, me parece um desafio oportuno dar protagonismo a Christian, socialmente excluído e invisível, e Renato, seu extremo oposto”, afirma a autora de sucessos como A Vida da Gente e Sete Vidas.

Na trama, que tem estreia prevista para novembro, os gêmeos Christian e Christofer (Cauã Reymond) encarnam realidades polares: a dos sonhos realizados e a dos que foram cruelmente frustrados. Ao perderem a mãe no parto, em Goiânia, os irmãos são separados prestes a completarem um ano de idade. Um deles é adotado por um casal do Rio de Janeiro; o outro é encaminhado pelo pai, sem recursos, a um abrigo. Assim, Christofer – rebatizado Renato pelos pais adotivos – e Christian crescem em realidades opostas, sem saber da existência um do outro.

Aos 18 anos, Christian, o mocinho da história, é obrigado a deixar o abrigo para menores onde cresceu, em Goiânia, também descobre ter sido separado do irmão. Inteligente e dedicado aos estudos, Christian deixa o abrigo e, sozinho no mundo e sem perspectivas, é rapidamente confrontado com a realidade do país.  Subempregado, vê-se obrigado a arquivar seus sonhos, e apenas a existência do irmão afortunado – seu extremo oposto – parece iluminar sua vida. Na esperança de encontrar Christofer, decide partir então para o Rio de Janeiro.  “Gostaria de trazer para a conversa diária de quem nos assiste questões como integridade, ética, corrupção e desigualdade social – não de um ponto de vista estatístico ou factual, mas íntimo, subjetivo e humano”, avalia Lícia Manzo.