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Rainer Cadete se lança como cantor com música sobre o “papel do macho”

Composto por oito músicas, o projeto chega até o público através de Esse Negócio de Ser Macho

atualizado 17/09/2021 15:11

Rainer CadeteReprodução

No ar em Verdades Secretas e gravando Verdades Secretas 2, o ator Rainer Cadete lança em 24 de setembro, em todas as plataformas de streaming, o álbum Leves e Reflexivas, seu primeiro trabalho como cantor. Composto por oito músicas, o projeto chega até o público através de Esse Negócio de Ser Macho, canção composta por Renato Luciano, parceiro de Rainer no trabalho que pontua ainda seus 18 anos de carreira.

Esse Negócio de Ser Macho é a reunião das reflexões dos artistas sobre o lugar do masculino no mundo, expondo um lugar sensível da masculinidade enquanto performance e trazendo um olhar teatralizado das suas nuances e texturas. A música questiona um modelo padronizado e universal de masculinidade, que se mostrou adoecedora não só para homens, como também para todos aqueles que orbitam essa masculinidade.

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“O álbum é dividido em duas partes, uma delas – assim como o nome propõe – é mais leve e divertida, e traz canções sobre amor e relações humanas. A parte mais reflexiva eu canto junto com o Renato e falamos sobre temas difíceis, como o machismo”, adianta o ator brasiliense de 34 anos. Integrante da trupe teatral Barca dos Corações Partidos, o ator, cantor, compositor e instrumentista Renato Luciano acredita que a palavra “macho” e sua performance estabelecem um peso na sociedade.

“A cultura do ‘macho’ carrega certa violência desde a criação dos filhos. Os brinquedos dos meninos já são desenvolvidos para que eles aprendam a fazer guerra, lutar, bater. O homem não pode chorar, a relação social entre os homens é sempre mais seca e difícil, e isso traz consequências psicológicas. E ainda existe a questão da violência contra a mulher, que também é atravessada pelo estigma do macho. Achamos extremamente importante abordar este tema neste momento político, porque bandeiras misóginas, homofóbicas e racistas estão sendo levantadas. E a música tem grande poder de transformação”, reflete Renato.

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