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Eleições 2026Neila Guimarães

Presidente do Novo diz que eleição prova que Brasil não é democracia

Eduardo Ribeiro acusa PT de usar máquina pública e STF para vencer e cobra julgamento de ações contra chapa de Lula

26/10/2026 13:56
Presidente do Novo diz que eleição prova que Brasil não é democracia
Presidente partido Novo Eduardo

O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que o resultado das eleições presidenciais de 2026 é uma prova de que o Brasil não é uma democracia. O dirigente do partido acusou o PT de usar a máquina pública e o Supremo Tribunal Federal (STF) para permanecer no poder e cobrou uma resposta da Justiça às ações que pedem a cassação da chapa do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“O resultado da eleição é a prova de que o Brasil não é uma democracia. Como se não bastasse fazer uma campanha cheia de mentiras, o PT usou como nunca a máquina pública e o STF pra se manter no poder. Temos três ações pedindo a cassação da chapa de Lula. Cabe agora à Justiça cumprir seu papel, se ainda existe Justiça nesse país”, declarou Ribeiro.

As acusações fazem parte da reação de setores da direita à derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, realizado no domingo (25/10). Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, o equivalente a 64,2 milhões de votos, contra 48,21% de Flávio, que recebeu 59,8 milhões. A diferença foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.

Novo questiona benefícios concedidos em ano eleitoral

O Novo afirma ter três ações contra a chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Uma delas foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 20 de outubro e pede a cassação dos registros da chapa, além da inelegibilidade dos dois por oito anos.

Na ação, o partido acusa o governo de abuso de poder político e econômico por causa de medidas de apelo popular adotadas ao longo de 2026. Segundo o levantamento apresentado pela legenda, foram 35 iniciativas entre janeiro e 16 de outubro, das quais 12 ocorreram durante a campanha eleitoral.

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Entre as medidas questionadas está o reajuste do Bolsa Família. Para o Novo, a concentração de benefícios e anúncios em período eleitoral teria favorecido a candidatura à reeleição. A avaliação sobre eventual irregularidade, entretanto, cabe à Justiça Eleitoral, que deverá examinar os argumentos e as provas apresentados.

Partido apoiou Flávio após candidatura de Zema

A declaração de Ribeiro também reflete o posicionamento do Novo no campo da direita. No primeiro turno, o partido lançou o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência. Após a derrota, Zema declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno, movimento posteriormente oficializado pela direção nacional da legenda.

A legenda também ampliou sua representação no Congresso. O Novo elegeu dez deputados federais e três senadores, resultado que fortaleceu sua presença parlamentar e ampliou sua capacidade de atuação na oposição.