
Michelle pede impeachment de ministro após suspensão da campanha de Deltan
Ex-primeira-dama publicou mensagem de apoio ao candidato ao Senado e criticou decisão do TSE que interrompeu atos de campanha

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais uma mensagem de apoio a Deltan Dallagnol (Novo-PR) após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender, em decisão liminar, os atos de campanha do candidato ao Senado pelo Paraná.
“Força, Deltan. Impeachment de ministro violador de lei já!”, escreveu Michelle.
No mesmo posicionamento, Michelle afirmou ser favorável não apenas ao impeachment de ministros, mas também à adoção da medida contra autoridades que violem as leis. A declaração foi feita no contexto da decisão que suspendeu a campanha de Deltan.
A publicação ocorre um dia depois de o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinar a suspensão da campanha de Deltan. A decisão impede o candidato de praticar atos de campanha, veicular propaganda eleitoral no rádio e na televisão e receber ou utilizar recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
A medida é provisória e vale enquanto o TSE analisa o recurso contra o registro da candidatura. Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido o registro de Deltan por 4 votos a 3.
A decisão de Floriano atendeu a um pedido da Coligação Paraná Para Todos e da Federação Brasil da Esperança, que contestam a candidatura do ex-procurador. O ministro entendeu que havia indícios de que o TRE-PR havia contrariado entendimento anterior do próprio TSE sobre a situação jurídica de Deltan.
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Deltan afirmou que vai recorrer da decisão. A defesa questiona a liminar e sustenta que o registro da candidatura continua válido no TRE-PR. O candidato também relacionou a decisão à proximidade entre Floriano e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é uma alegação da defesa, e não uma conclusão estabelecida pela decisão judicial.
A manifestação de Michelle ocorre nesse contexto. Ao pedir o “impeachment de ministro”, a ex-primeira-dama critica a decisão que suspendeu a campanha de Deltan e defende uma medida contra um integrante do Judiciário.
O caso de Deltan ainda será analisado pelo plenário do TSE. Até lá, a liminar mantém suspensos os atos de campanha, mas a situação definitiva do registro da candidatura ainda não foi decidida pela Corte.
