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Neila Guimarães

Chapa feminina no DF mira projeto nacional para eleger mulheres até 2030

Alinhamento entre Michelle Bolsonaro, Bia Kicis e Celina Leão busca fortalecer candidaturas femininas da direita em todo o país

06/09/2026 15:46
Chapa feminina no DF mira projeto nacional para eleger mulheres até 2030
Chapa feminina no DF mira projeto nacional para eleger mulheres até 2030

A aproximação política entre Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Celina Leão (PP) ultrapassa a disputa eleitoral no Distrito Federal. O alinhamento entre as três mulheres faz parte de um projeto mais amplo, que tem como objetivo eleger candidatas apoiadas por Michelle e ampliar a presença feminina em cargos de destaque a partir de 2027, com projeção também para as eleições de 2030.

A estratégia do grupo é fortalecer mulheres que receberam o apoio de Michelle Bolsonaro ao longo de sua trajetória à frente do PL Mulher. Algumas dessas aliadas ganharam protagonismo na pré-campanha deste ano.

É o caso de Priscila Costa. A deputada federal pelo Ceará era a principal aposta de Michelle para disputar uma das vagas ao Senado pelo estado. O PL, porém, decidiu apoiar Alcides Fernandes, pai do deputado André Fernandes e aliado do grupo de Flávio Bolsonaro.

Michelle negociou a candidatura com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, mas a direção da legenda optou por manter o apoio a Alcides Fernandes, sob a justificativa de preservar alianças consideradas estratégicas para a disputa contra o PT no Ceará.

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Após a decisão, Michelle deixou a presidência do PL Mulher. Priscila Costa, por sua vez, anunciou que disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados.

Projeto nacional

De acordo com aliados de Michelle Bolsonaro, a estratégia agora é eleger o maior número possível de mulheres nas eleições deste ano ou, quando a vitória não for possível, projetar essas candidaturas para 2030.

Um dos exemplos é a candidatura da Professora Maria do Carmo ao governo do Amazonas. Se eleita, ela será a primeira mulher a comandar o estado.

Outro nome que integra o projeto é o da vereadora Fernanda Louback, candidata a vice-governadora no Rio de Janeiro.

Além delas, 14 presidentes estaduais do PL Mulher e mais de 100 presidentes municipais da legenda serão candidatas nas eleições deste ano.

Presidentes estaduais do PL Mulher candidatas:

* Charlene Lima — Acre — deputada estadual
* Professora Kátia Araújo — Roraima — deputada federal
* Nilmar Ruiz — Tocantins — deputada estadual
* Roberta Roma — Bahia — deputada federal
* Priscila Costa — Ceará — deputada federal
* Bia Kicis — Distrito Federal — senadora
* Carla Dickson — Rio Grande do Norte — deputada federal
* Chris Tonietto — Rio de Janeiro — deputada federal
* Rosana Valle — São Paulo — deputada federal
* Flávia Berthier — Maranhão — deputada federal
* Izabel Urquiza — Pernambuco — deputada federal
* Gislaine Yamashita — Mato Grosso — deputada federal
* Ana Portela — Mato Grosso do Sul — deputada estadual
* Ellen Miziara — Minas Gerais — vice-governadora

A força da chapa no DF

No Distrito Federal, o projeto ganhou uma vitrine nacional. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são candidatas ao Senado e formam uma dobradinha eleitoral. A campanha das duas praticamente se fundiu em torno do objetivo de eleger as duas mulheres da ala conservadora para as vagas em disputa.

Celina Leão, por sua vez, entrou na composição com o apoio à própria reeleição ao governo do Distrito Federal.

Na pré-campanha, a deputada Bia Kicis se afastou da imagem política de Celina e articulou para que o PL tivesse candidato próprio ao governo. Bia porém, entendeu que o cenário de apoio feminino, incluindo Michelle, poderia ser seu maior ativo eleitoral.