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Mirelle Pinheiro

Venda de fuzis: MP denuncia policias militares por elo entre milícia e TCP

Outras 20 pessoas investigadas foram denunciadas por integrar grupos ligados à milícia e à facção criminosa

27/08/2026 08:48, atualizado 27/08/2026 08:49
Divulgação/ GAECO - MPRJ
GAECO - MPRJ - Metrópoles

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ) denunciou 20 pessoas investigadas por integrar núcleos ligados à milícia de Curicica e ao Terceiro Comando Puro (TCP). Entre os denunciados estão dois policiais militares, apontados por atuação no fornecimento e na intermediação de armas e munições destinadas aos grupos criminosos.

A denúncia, recebida pela 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Capital, aponta uma aliança entre os grupos e cita crimes como formação de milícia privada, associação para o tráfico e comércio ilegal de armas e munições de uso restrito.

Nesta quinta-feira (27/8), a Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, cumpre mandados de prisão contra os investigados.

Os policiais denunciados são Jorge Anastácio Rodrigues Simões, lotado no 4º Batalhão da Polícia Militar, e Leo Carlos Araújo Santos, do 2º BPM.

Ao decretar as prisões preventivas, a Justiça destacou a gravidade dos fatos, a estrutura armada da organização, o risco de novos crimes e a necessidade de preservar a ordem pública.

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Investigação

Segundo o MPRJ, a milícia de Curicica teria uma estrutura hierarquizada e divisão de tarefas. André Costa Bastos, conhecido como “Boto” ou “Redbull”, mesmo preso no sistema penitenciário federal, seria o responsável pelo comando estratégico do grupo.

Osmar Silva de Souza, o “Messi” ou “Novinho”, seria o responsável pela liderança operacional.

Ainda segundo a investigação, a milícia teria como fontes de financiamento a cobrança de valores extorsivos de moradores e comerciantes, além de roubos de veículos e cargas em Jacarepaguá e regiões próximas.

As investigações apontaram um elo entre a milícia de Curicica e integrantes do TCP que atuam nos complexos da Maré e da Pedreira. Os grupos teriam um pacto de não agressão e cooperação operacional.

Segundo a denúncia, o objetivo seria o apoio contra grupos rivais, principalmente o Comando Vermelho (CV), além da facilitação do comércio ilegal de armas e drogas.

Yuri Guimarães Soares, conhecido como “Lirow”, é apontado como elo entre a milícia e integrantes do TCP.

A denúncia também cita o comércio clandestino de armas, incluindo fuzis de calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .223, além de pistolas e munições.