Veja os carrões de luxo apreendidos pela PF em ação contra desvios na Saúde.
Operação Coptação foi deflagrada nesta quinta-feira (8/10) e investiga uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos

Carrões e relógios de luxo estão entre os bens apreendidos pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) nesta quinta-feira (8/10), durante a Operação Coaptação que investiga um esquema de desvio de recursos públicos destinados à Saúde que movimentou mais de R$ 1 bilhão.
Um dos relógios apreendidos é estimado em cerca de R$ 3 milhões. No entanto, segundo a corporação, a autenticidade e o valor da peça ainda precisam ser confirmados.
Entre os veículos alvo da ação estão uma McLaren, um Corvette, um Toyota Corolla, um Jeep Commander, uma Honda HR-V, uma Denza B5, um BYD Dolphin Mini, um Mini Cooper e duas Ford Ranger. Ao todo, mais de 10 veículos foram apreendidos.
A McLaren, modelo Artura e ano 2025/206, é avaliada entre R$ 2,65 milhões e R$ 3,2 milhões. Já o Corvette pode custar até R$ 2,5 milhões.
A operação investiga uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos destinados à área da Saúde, além de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e fraude documental.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroSegundo a investigação, a principal empresa alvo do caso celebrou contratos com entes públicos e recebeu mais de R$ 1 bilhão em recursos federais entre 2007 e 2025.
Investigação
A apuração começou após a identificação de movimentações financeiras envolvendo elevados saques em espécie. De acordo com a PF, a investigação avançou para um suposto esquema que utilizava empresas de fachada e documentos ideologicamente falsos para desviar recursos de contratos públicos ligados à área da Saúde.
Nesta quinta-feira, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia, Eusébio e Tauá, no Ceará, e em Campina Grande, na Paraíba.
A Justiça também determinou o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos supostamente vinculados aos investigados, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao caso.
Segundo a PF, as medidas patrimoniais têm o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e evitar a dissipação de bens que possam ter sido adquiridos com recursos de origem ilícita.





























