
Mirelle PinheiroColunas

Trunfo Final: saiba quem são os presos em operação contra o CV. Veja vídeo
A ação mira integrantes da “Tropa do César”, responsável por intimidar moradores, organizar ataques e dominar a região de Anchieta (RJ)
atualizado
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A coluna apurou os nomes dos 10 homens presos nesta sexta-feira (12/12) durante a Operação Trunfo Final, deflagrada para desarticular o principal núcleo armado, logístico e financeiro da facção criminosa Comando Vermelho (CV), na comunidade Az de Ouro, em Anchieta (RJ).
Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e da 14ª DP (Leblon) realizam diligências para cumprir 108 mandados judiciais, sendo 36 de prisão preventiva e 72 de busca e apreensão. As diligências ocorrem em Anchieta, na Zona Norte, e em Nilópolis e Mesquita, na Baixada Fluminense.
Até a última atualização desta matéria, 10 homens haviam sido presos. São eles:
- Guilherme Fernandes Louzada
- Kaio Costa Louzada
- Paulo Anthony de Mesquita Conti
- Jonathan Carvalho Osório de Oliveira
- Daniel dos Santos Lourenço
- Luan Vinícius Rezende de Pomucena Rodrigues
- Pedro Victor da Silva Oliveira
- Kauã Lourenço Alves
- João Carlos Abreu Cesário Júnior
- Leonardo Gomes Nascimento
A investigação
A apuração policial resultou na identificação de 36 criminosos, entre eles estão os integrantes da “Tropa do Cesar”. O bando é responsável por portar armas, intimidar moradores, organizar ataques e garantir o domínio territorial da região.
O trabalho investigativo das unidades mapeou toda a estrutura criminosa que controlava a área e identificou os integrantes da quadrilha e suas funções específicas dentro da máquina do crime.
Entre os 36 criminosos identificados estão líderes operacionais, gerentes do tráfico, distribuidores de armas e responsáveis pela arrecadação e movimentação financeira. Os agentes descobriram que a facção mantinha na região um de seus principais braços armados.
Ao longo das investigações, as equipes comprovaram que o núcleo financeiro da quadrilha realizava diversas transferências e movimentações financeiras destinadas a sustentar o tráfico local, abastecer o arsenal de guerra e financiar as atividades ilícitas.
A operação
A “Operação Trunfo Final” recebeu esse nome em referência direta ao ás de ouros, carta que simboliza poder, supremacia e domínio, mesma forma que a facção se via dentro da comunidade. A ação reforça a metáfora de que, no tabuleiro do crime, nenhum “ás” é maior que o trunfo, representado pela ação coordenada e estratégica das forças de segurança.
A ofensiva marca o ponto decisivo contra um dos principais braços da facção na comunidade, retirando sua capacidade de articulação, reação e financiamento no bairro de Anchieta.
