Trio é condenado após enganar idoso com falso prêmio de R$ 1,4 milhão
O relator do caso reconheceu a prática de estelionato e manteve o entendimento de que houve associação criminosa

A Justiça condenou três homens por aplicar o golpe do bilhete premiado contra um idoso de 77 anos e levar R$ 7,5 mil da vítima. As penas foram redimensionadas pela 7ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e ficaram entre três anos e quatro meses e três anos e nove meses de reclusão, todas em regime inicial fechado.
Segundo o processo, os três réus se uniram para aplicar o golpe na vítima. O idoso foi abordado em um posto de combustível por um dos integrantes do grupo, que afirmou ter recebido um bilhete premiado no valor de R$ 1,4 milhão.
O criminoso disse ainda que daria R$ 200 mil a quem o ajudasse a resgatar o suposto prêmio. Durante a abordagem, outro integrante do grupo simulou uma ligação para um banco para confirmar a autenticidade do bilhete.
No entanto, segundo os autos, o homem conversava com o terceiro comparsa, que participava da fraude. Ao se convencer de que a história era verdadeira, a vítima entregou R$ 7,5 mil aos criminosos.
Em troca, recebeu uma meia contendo apenas pedaços de papel.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroNo julgamento do recurso, o relator, desembargador Klaus Marouelli Arroyo, reconheceu a prática de estelionato e manteve o entendimento de que houve associação criminosa.
Segundo o magistrado, o crime reconhece a existência de um vínculo estável e permanente entre três ou mais pessoas, identificada no caso.
O desembargador destacou que os envolvidos não teriam se reunido apenas para cometer um único crime. De acordo com o voto, eles viajaram juntos para a região noroeste do estado, ficaram hospedados por vários dias, mantiveram comunicação telefônica, usaram o mesmo veículo e dividiram previamente as funções durante os golpes.
O relator também apontou que o grupo teria repetido o mesmo padrão criminoso em diferentes cidades, sempre utilizando o chamado golpe do bilhete premiado e escolhendo como alvos pessoas idosas ou vulneráveis.
“Tal modo de agir revela premeditação, organização e especial reprovabilidade”, escreveu.





