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Mirelle Pinheiro

Traficante anunciava ketamina indiana e MDMA alemão no Rio.

Também aparecem produtos descritos como provenientes dos Estados Unidos e variedades de maconha atribuídas à Colômbia

11/09/2026 18:59, atualizado 11/09/2026 19:00
PCERJ/Divulgação
Traficante anunciava ketamina indiana e MDMA alemão no Rio

Rodrigo Pimentel Nitzsche Cysne (foto em destaque) foi preso nesta sexta-feira (11/9), em Copacabana, na Zona Sul do Rio, suspeito de vender diferentes tipos de drogas pelas redes sociais e entregar os entorpecentes por delivery. Segundo a Polícia Civil, ele divulgava aos clientes uma espécie de “cardápio” com produtos, preços e até indicações de supostos países de origem.

O homem foi localizado em um apartamento na Rua Barata Ribeiro após uma investigação da 5ª DP (Mem de Sá). Os policiais cumpriram um mandado de busca no imóvel e encontraram uma grande quantidade de entorpecentes. A apreensão representa, segundo a corporação, um prejuízo estimado em R$ 30 mil.

As imagens do material investigado mostram anúncios de LSD, MDMA, ketamina, cogumelos com psilocibina, maconha e derivados, além de outras substâncias.

Alguns produtos eram apresentados como importados. Uma das mensagens anunciava “ketamina indiana” e dizia que o produto teria vindo da Índia. Outro anúncio apresentava MDMA que supostamente teria chegado da Alemanha. Também aparecem produtos descritos como provenientes dos Estados Unidos e variedades de maconha atribuídas à Colômbia.

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A possível origem internacional das drogas, no entanto, ainda não foi confirmada. A Polícia Civil informou que vai investigar de onde vieram os entorpecentes encontrados com Rodrigo.

O material divulgado aos clientes também detalhava valores de acordo com a quantidade comprada. Em alguns casos, havia preços diferentes para venda no varejo e para quantidades maiores. Uma das mensagens dizia ainda que os valores poderiam cair dependendo do tamanho do pedido.

Segundo a investigação, Rodrigo usava as redes sociais tanto para apresentar as drogas disponíveis quanto para negociar as vendas. Depois, os produtos eram entregues aos compradores por meio de um serviço de delivery.

A polícia chegou ao suspeito após um trabalho de inteligência e pediu à Justiça autorização para fazer buscas no apartamento. Além de apurar a procedência das drogas, os investigadores tentam agora identificar outras pessoas que possam ter participado do esquema.