TH Joias vira réu por usar mandato como deputado para favorecer o CV no Rio
Após assumir o mandato de deputado estadual, em junho de 2024, TH Joias teria passado a utilizar a função pública para favorecer a facção
07/10/2026 06:24

O ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias (foto em destaque), e outras quatro pessoas tornaram-se réus após o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) receber denúncia contra o grupo por associação criminosa para atuar no tráfico de drogas para o Comando Vermelho (CV).
No caso de TH, ele ainda foi denunciado por comércio ilegal de arma de fogo de uso restrito. Os crimes teriam sido praticados no exercício de função pública e com emprego de arma de fogo.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) afirma que TH teria usado seu cargo e o gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para favorecer integrantes da facção criminosa.
Os outros denunciados foram identificados como Luciano Martiniano da Silva, o Pezão; Gabriel Dias de Oliveira; Luiz Eduardo Cunha Gonçalves; e Fernanda Ferreira Castro.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA denúncia
De acordo com a denúncia, que contou com a atuação do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), desde pelo menos outubro de 2023, os acusados se associaram a integrantes do CV para traficar drogas em Parada de Lucas e nos complexos da Maré e do Alemão.
O MPRJ aponta que TH Joias intermediava a compra e a venda de drogas, armas de fogo e equipamentos antidrones, além de realizar pagamentos à facção.
Após assumir o mandato de deputado estadual, em junho de 2024, TH Joias teria passado a utilizar a função pública para favorecer a organização criminosa.
Conforme aponta o MP, ele teria indicado para cargos na Alerj Fernanda Ferreira Castro, mulher de Gabriel Dias, e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves.
Gabriel é apontado como tesoureiro do CV, responsável por guardar grandes somas em dinheiro e realizar pagamentos, além de armazenar drogas e participar de transações envolvendo armas e munições.
Luiz Eduardo, por sua vez, teria vendido equipamentos antidrones à facção, testado os aparelhos e ensinado integrantes da facção a utilizá-los.
Luciano Martiniano, o Pezão, é apontado como uma das principais lideranças do grupo criminoso e responsável pelo controle de suas finanças.
Ao receber a denúncia, o Órgão Especial manteve as prisões preventivas anteriormente decretadas e determinou o desmembramento do processo em relação a Pezão, que está foragido. O colegiado também rejeitou a alegação de litispendência e determinou o levantamento integral do sigilo do processo.





