
Mirelle PinheiroColunas

Terceiro suspeito do ataque ao bicheiro Vinícius Drumond é preso
O atentado ocorreu em 11 de julho. Três suspeitos foram presos pela PCERJ e dois permanecem foragidos
atualizado
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O terceiro investigado por envolvimento no ataque ao bicheiro Vinícius Drumond foi preso por policiais da Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro nessa quinta-feira (31/5). Adriano Carvalho de Araújo era considerado foragido desde o dia 19 de julho e ocupava o veículo utilizado na ação para fuzilar o carro do contraventor.
Até o momento, foram presos o ex-PM Deivyd Bruno Nogueira Vieira, conhecido como “Piloto”, o PM da ativa Luís Cesar da Cunha e Adriano Carvalho de Araújo.
Permanecem foragidos: Rafael Ferreira da Silva, o, “Cachoeira”, e Jorge Affonso Marins de Assis.
Jorge foi identificado como um dos envolvidos no monitoramento da vítima. A investigação revelou que ele, utilizando inicialmente o veículo do PM Luís Cesar, adentrou em outro veículo clonado e auxiliou efetivamente no monitoramento do bicheiro.
O ataque
O crime que culminou na operação ocorreu no dia 11 de julho. O bicheiro Vinicius Drumond foi seguido após deixar o Casa Shopping, na Barra da Tijuca, em seu veículo blindado, seguido de seguranças.
As investigações demonstraram que dois veículos passaram a seguir o carro da vítima. Enquanto transitava pela Avenida das Américas, altura da estação BRT Ricardo Marinho, o carro em que o bicheiro estava foi fuzilado.
Ao menos trinta disparos de fuzil calibre 7,62mm foram efetuados contra o carro. Um dos veículos usados pelos criminosos era blindado e tinha estrutura especialmente preparada para ação, com “seteiras” insculpidas nos vidros das quatro portas.
O bicheiro sofreu apenas lesões leves, devido à blindagem do auto que conduzia.
Após os disparos, os carros envolvidos na ação criminosa seguiram pela Avenida das Américas e acessaram a Av. Lúcio Costa, a partir de onde passaram a traçar caminhos diversos.
Um dos veículos foi encontrado no bairro de Guaratiba, abandonado, com um dos pneus estourado, enquanto o outro retornou para o município de Duque de Caxias.
Após abandonarem o primeiro carro, os ocupantes, todos portando armas longas e balaclavas, sequestraram a proprietária de um veículo e a obrigaram a transportá-los até Nova Iguaçu, às margens da Rodovia Presidente Dutra, momento em que foram “resgatados” por outro integrante da organização criminosa, que conduzia um carro de placa clonada.
Após o crime, e diante da tentativa frustrada, Jorge Affonso retornou para o interior do Casa Shopping, onde passou a buscar informações que pudessem auxiliar o grupo numa nova empreitada.
As investigações continuam, com a finalidade de identificar demais envolvidos, executores, mandantes do crime e a motivação.






