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Mirelle Pinheiro

Suspeitos teriam matado policial na frente do filho para roubar arma.

O crime ocorreu na tarde desse domingo (26/6), enquanto o policial civil soltava pipa com o filho de oito anos, em Macapá (AP)

27/07/2026 11:11
Material cedido ao Metrópoles
Suspeitos teriam matado policial na frente do filho para roubar arma

Os levantamentos preliminares da Polícia Civil do Amapá (PCAP) indicam que a motivação para o assassinato do policial Emanoel Raimundo Leite dos Santos (foto em destaque) teria sido a arma que ele carregava na cintura enquanto soltava pipa com o filho, de 8 anos, na tarde desse domingo (27/7), na Orla do Araxá, em Macapá.

Os criminosos teriam percebido que o policial civil estava armado e decidiram executá-lo para roubar a arma de fogo.

Segundo informações repassadas pelo delegado-geral da Polícia Civil, Daniel Marsili, Emanuel soltava pipa com a criança quando foi surpreendido por dois criminosos. Ele teria reagido à ação dos suspeitos, sendo atingido por um disparo no rosto. A morte foi confirmada ainda no local do crime.

A investigação preliminar apontou que não houve troca de tiros antes de o policial ser atingido. Após o assassinato, os criminosos fugiram levando a arma de uso pessoal da vítima. A motivação do crime ainda não foi esclarecida. 

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A criança presenciou toda a cena. De acordo com o delegado-geral, ela ficou profundamente abalada e em estado de choque.

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Em nota, a corporação afirmou que o assassinato de um policial civil diante do próprio filho reforça a gravidade do crime e mobiliza uma grande operação
O adolescente de 17 anos foi encontrado armado com uma pistola,  de acordo com o secretário de Segurança Pública, delegado Cezar Vieira
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O adolescente de 17 anos foi encontrado armado com uma pistola, de acordo com o secretário de Segurança Pública, delegado Cezar Vieira

Lucas Brito/ Polícia Civil do Amapá
Em nota, a corporação afirmou que o assassinato de um policial civil diante do próprio filho reforça a gravidade do crime e mobiliza uma grande operação
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Em nota, a corporação afirmou que o assassinato de um policial civil diante do próprio filho reforça a gravidade do crime e mobiliza uma grande operação

Lucas Brito/ Polícia Civil do Amapá

Força-tarefa

Equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar e dos setores de inteligência foram mobilizadas para localizar e prender os autores do crime.

O delegado-geral da Polícia Civil, Daniel Marsili, classificou o ataque como “um ato de extrema audácia contra um agente da segurança pública” e afirmou que todas as forças de segurança do Estado atuam de forma integrada para identificar e capturar os envolvidos o mais rápido possível.

A execução provocou forte comoção entre familiares, colegas de corporação e a população.

Em nota, a corporação afirmou que o assassinato de um policial civil diante do próprio filho reforça a gravidade do crime e mobiliza uma grande operação das forças de segurança para dar uma resposta rápida à sociedade.

Suspeito morto em confronto

Um dos suspeitos de envolvimento no crime, um adolescente de 17 anos, foi localizado durante uma operação integrada deflagrada na madrugada desta segunda-feira (27/7).

De acordo com o secretário de Segurança Pública, delegado Cezar Vieira, o adolescente foi encontrado armado com uma pistola. Durante a abordagem, ele reagiu à ação policial e atirou contra os agentes, sendo morto no confronto. A arma apreendida com o suspeito, no entanto, não era a mesma que havia sido roubada da vítima.

Segundo as investigações preliminares, os criminosos perceberam que o policial civil estava armado e decidiram executá-lo para roubar a arma de fogo.

Além do suspeito morto, um segundo adolescente se apresentou espontaneamente à autoridade policial e está sendo ouvido para que seja apurada sua possível participação no homicídio.

O secretário de Segurança Pública, Cezar Vieira, afirmou que a investigação trabalha com a hipótese de outros coautores terem participado da execução e garantiu que a força-tarefa permanecerá mobilizada até que todos sejam localizados e responsabilizados.

“Não vamos permitir que esse crime fique impune. A integração entre todas as forças de segurança demonstra nosso compromisso em dar uma resposta rápida, firme e eficaz à sociedade. Seguiremos trabalhando até prender todos os envolvidos”, declarou o secretário.

A arma do policial ainda não foi recuperada, e as equipes seguem intensificando as buscas para localizá-la, além de identificar e prender todos os envolvidos no crime.