Servidores cobravam até R$ 10 mil para liberar mercadorias na fronteira
Nesta terça-feira (20/10), policiais federais cumpriram cinco mandados de prisão contra os investigados

A coluna apurou que os servidores públicos alvos de operação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (20/10), suspeitos de operar um esquema criminoso envolvendo a cobrança de propina na região de fronteira entre o Brasil e a Guiana, chegaram a cobrar R$ 10 mil em troca da facilitação de procedimentos de fiscalização aduaneira.
Os alvos da operação foram identificados como Oberdan Santana, Inês Buckley da Silva, Juan Santiago Medina Paino, Wendell Rodrigues Santana e Tatiane Almeida Batista.
Levantamentos da PF revelaram um padrão reiterado de atuação, no qual os servidores abordavam praticantes de crimes de descaminho e responsáveis por excursões com destino ao país vizinho e ofereciam a não realização da fiscalização ou a liberação das mercadorias transportadas mediante o pagamento de determinadas quantias.
De acordo com colaboradores da investigação, inicialmente era exigido o pagamento de aproximadamente R$ 1 mil por ônibus, no caso das excursões em que as pessoas vinham de Manaus (AM) até Bonfim (RR). O valor, porém, foi elevado posteriormente para R$ 3 mil, chegando, em ocasiões posteriores, às quantias de R$ 7 mil e até R$ 10 mil.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroFoi relatado, ainda, que, quando os pagamentos não eram realizados, as mercadorias acabavam submetidas à fiscalização e posteriormente apreendidas.
Os levantamentos da PF apontam para o cometimento dos crimes de corrupção passiva, concussão, facilitação ao contrabando ou descaminho, associação criminosa e lavagem de capitais.
A operação
Nesta terça-feira (20/10), a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Zaqueu para cumprir cinco mandados de busca e apreensão.
Na ação policial, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares determinadas pela Justiça Federal. O objetivo, de acordo com a corporação, é coletar elementos probatórios.
A operação contou com o apoio institucional da Receita Federal do Brasil. Outras infrações penais podem ser identificadas ao longo da investigação.


