
Mirelle PinheiroColunas

Servidores ajudaram a inserir drogas avaliadas em R$ 1,5 mi em prisão
Segundo a Seap, a investigação interna apontou indícios de envolvimento de servidores, internos e funcionários de empresas terceirizadas
atualizado
Compartilhar notícia

Investigações apontam que servidores, internos e funcionários de empresas terceirizadas da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) ajudaram a inserir, ilegalmente, celulares e drogas avaliados em R$ 1,5 milhão no Presídio Nelson Hungria, Bangu 7. O caso ocorreu em 16 de setembro de 2023, mas o grupo é alvo da Operação Menu do Crime, da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), deflagrada na manhã desta terça-feira (17/6).
Segundo a Seap, a investigação interna apontou indícios de envolvimento de servidores, internos e funcionários de empresas terceirizadas. A entrada do material ocorreu por meio de veículos da empresa RO Logística, responsável pela distribuição contratada por terceiros.
“Embora o fornecimento de alimentos para Bangu 7 seja vinculado à Cassaroti Alimentação, os indícios de irregularidade concentram-se na atuação da RO Logística. Não há, até o momento, elementos que impliquem diretamente a Cassaroti”, informou a pasta.
O relatório foi encaminhado à 2ª Promotoria de Justiça de Bangu, que remeteu o caso à Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). A operação atual investiga 16 alvos, sendo oito policiais penais, com cumprimento de mandados de busca e apreensão em 31 endereços relacionados à apuração conduzida pela Seap.
